Os perigos da alienação parental
Enviada em 30/04/2020
De acordo com a Constituição brasileira,alienação parental é o ato de interferir na formação psíquica das crianças pelos familiares responsáveis por esses indivíduos para que os mais novos repudiem o genitor alienado.Assim,mesmo que exista instituição que resguardem aos cidadãos de menor idade o direito de respeito à juventude sem interferências destrutivas,os mais jovens são diretamente afetados pela alienação parental gerada com o fim do relacionamento dos genitores.Dessa forma,a intervenção na construção psíquico-comportamental desses seres e no relacionamento dos mais novos com os pais alienados,como perigos dessa alienação,devem ser debatidos.
Em primeiro lugar,é importante destacar que, com a institucionalização do divórcio a partir do século XX,o número de separações de casais sem o desenvolvimento de um relacionamento saudável entre os pais separados e seu filhos cresceu e interferiu negativamente no comportamento e pensamento dos mais novos.Nessa perspectiva,segundo o filósofo francês Michel Focault,os corpos humanos são disciplinados a pensarem e agirem de acordo com a coerção estabelecida pelos agentes diários.Sob essa ótica,a contribuição de um dos pais ou responsáveis pela criança na campanha para desmoralizar o genitor alienado influencia nas ideias que os mais novos têm de família, as quais distanciam dessa instituição social o conceito de amor e respeito já que o ambiente familiar é permeado por uma disputa feroz entre os familiares pela guarda e atenção do filho.Dessa forma,a criança passa a desenvolver enfermidades mentais e comportamentais ligados a falta de relacionamento saudável no meio familiar-como o distúrbio da alienação parental estudada pelo psicólogo infantil Richard Gardner-,dificultando o ser mais novo de ter acesso ao seu direito ao bem estar social e psíquico.
Em segundo plano,é importante destacar que,com a desmoralização do genitor alienado feita pelos responsáveis da criança,o relacionamento entre o filho e o pai ou mãe é comprometido.Nesse sentido,de acordo com o documentário do cineasta Alan Minas ‘‘A morte inventada’’,histórias relatadas sobre a alienação parental mostram que os mais novos são usados como arma de vingança contra os antigos companheiros,levando ao distanciamento da criança em relação ao genitor alienado e causando sofrimento desse genitor alienado ao verem seus filhos afastados.Nesse âmbito,a criança passa a desenvolver um sentimento de ódio e rancor por um de seus pais,tendo a memória afetiva a qual o mais novo possui de um dos genitores afetada de forma a construir uma identidade monstruosa e inverídica da mãe ou do pai.
Portanto,os governos devem tomar medidas para amenizar essa situação.Para isso,os Estados precisam ampliar a sua lei de divórcio,tornando necessário um psicólogo para afetados pela separação.