Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/04/2020

A alienação parental consiste em uma situação vivida em ambiente familiar que, apesar de ser bastante comum, trata-se de verdadeiro ato de violência psicológica infanto-juvenil. Segundo a lei que dispõe sobre a alienação parental, ela pode ser definida como toda interferência psicológica causada na criança ou adolescente por um de seus genitores ou familiares que prejudique ou que modifique o vínculo daquele com o outro genitor.

As causas para a alienação parental tendem a ser similares, advindo da relação conturbada entre os pais da criança, que acabam utilizando-a como objeto de disputa e vingança para resolver o fim do relacionamento conjugal. As consequências para a formação psicológica da criança ou adolescente geradas nessa disputa tendem a ser indeléveis ou dificilmente reversíveis.

Segundo o psiquiatra precursor dos estudos acerca da alienação parental, Richard Gardner, essa situação pode acarretar em uma síndrome (definida por ele como Síndrome da Alienação Parental), um distúrbio psíquico na criança a ponto dela rejeitar completamente um de seus pais. Além disso, é comum que a vítima passe a apresentar sintomas relacionados a depressão, ansiedade, medo e outros transtornos psicológicos devido a este problema que pode ser considerado um abuso psicológico.

Nesse viés, é nítido observar os perigos que a alienação parental causa nas relações familiares e na estrutura psíquica de crianças e adolescentes envolvidos nessa situação. Destarte, torna-se imperioso intervir em diversas frentes em face dessa violência, principalmente no campo educacional e midiático.

No âmbito educacional, é essencial o incentivo de debates entre os alunos acerca deste mal, demonstrando a importância do diálogo nas relações familiares para que compreendam e possam identificar a alienação parental em seus núcleos familiares. Outrossim, a conscientização também é fundamental na sociedade como um todo, devendo ocorrer campanhas governamentais periódicas abordando esse tema de forma lúdica por meio das mídias, demonstrando que o filho não pode ser objeto de disputa e oferecendo espaços públicos para que haja acompanhamento psicológico e jurídico para as famílias que necessitarem.