Os perigos da alienação parental

Enviada em 01/05/2020

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, sem desavenças ou confusões. No entanto, o que se observa na sociedade é o contrário do que diz More, uma vez que, alienação parental vem sendo cada vez mais frequente no decorrer dos tempos. Na maioria dos casos, acontecem por desentendimentos, separação dos cônjuges ou entre qualquer outra pessoa que possua autoridade sobre a criança, podendo resultar para a mesma, diversos problemas psicológicos.

Hoje em dia, casos como alienação parental cresce de maneira considerável, na qual os pais e os responsáveis usam de sua autoridade para manipular psicologicamente as crianças de maneira que elas fiquem contra seu outro responsável. Geralmente isso se dá quando os pais são separados, por problemas relacionados à pensão alimentícia ou até mesmo por situações de falta de atenção, e por consequência, a autoridade dominante manipula o psicológico da criança, orientando-a ao desrespeito ou hostilidade em relação a algum membro da família, aproveitando-se da vulnerabilidade do indivíduo indefeso.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 51% das crianças sofrem ou já sofreram algum tipo de enfermidade psicológica como depressão e ansiedade. Tendo em vista que boa parte desse caso, é relacionado ao comportamento dos pais que na maioria das vezes agem de maneira incorreta quanto a defesa da criança, resultando em trocação de farpas e desentendimentos com o outro parceiro ou ex-parceiro, pondo assim, em último lugar a saúde mental da criatura inofensiva.

Portanto, fica evidente que a alienação parental é o principal motivo de distúrbios psicológicos e precisa de intervenções no país. Em vista disso, o Estado, na figura do Ministério da justiça, deve aprimorar a aplicação de leis e fiscalizações sobre essa manipulação familiar. Por fim, as prefeituras precisam criar campanhas e palestras públicas através de pedagogos e psicólogos para que enfim, possa chegar perto da realidade de More.