Os perigos da alienação parental
Enviada em 25/04/2020
No filme o coringa, a sua mãe acusa o “pai” de abandono quando soube da sua gravidez, atingindo gravemente o psicológico da criança, que não sabia ao certo da veracidade do argumento da sua progenitora, e logo após entra em um embate contra seu suposto pai. Fora da ficção, é fato que pais usam de sua autoridade para controlar seus filhos através das mentiras, e evidentemente causando danos a psique das crianças. Nesse contexto, é prudente analisar como essa alienação atinge a sociedade.
A priori, é imperioso pontuar o que leva os genitores ao ato da alienação. Nesse prisma, tal fato ocorre devido ao medo de perder a participação ativa na vida dos filhos, e por muitas vezes até raiva do ex-companheiro, levando assim a uma infração prevista na lei “13.431/2017”, que fala quem a comete-la devera pagar multa de valor não estipulado previamente. Nesse aspecto a fala do filósofo Sartre, “toda violência já é por si só uma derrota”, levando a crer que submeter a sua prole a esse tipo de violência não vale a pena.
Outrossim, é importante frisar as consequências advindas da manipulação parental. Desse modo, tal questão pode ser observada por diversos depoimentos de crianças com dificuldade de socializar, depressão, transtornos de agressividade, entre outros, destacando a importância do debate público sobre o tema. Dessa forma, gráficos publicados pelo site G1, " cerca de 30% das crianças que não possuem boa relação com algum dos seus pais têm a influência de um dos genitores para a ocorrência desse fato", demonstram a gravidade da atual situação.
Portanto, é de suma importância medidas para a resolução do problema da alienação parental na sociedade. Nesse enfoque, o “Ministério da Justiça” em parceria com as “prefeituras” das cidades do Brasil, deve propor uma emenda de lei que visa criar o projeto “não existe ex-família”, que visa levar psicólogos e assistentes sociais para averiguar se as crianças e adolescentes estão bem com a separação dos pais, e levando posteriormente profissionais na área para o debate nas escolas para alunos e responsáveis terem ciência do tema e de suas consequências. Sob essa perspectiva, o efeito esperado é que o processos jurídicos dolorosos sejam mais justo e mantenha a integridade mental dos filhos, evitando assim casos como o do coringa.