Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/04/2020

A alienação parental ocorre quando um responsável por uma criança manipula ela a ficar contrária ao outro genitor, sendo, então, uma atitude perigosa, que pode interferir profundamente no desenvolvimento da criança. Tal problemática interfere tanto no psicológico e intelectual do jovem, quanto na sua relação interpessoal com familiares e com o mundo.

A princípio, pode-se afirmar que o principal perigo da alienação parental é a disfunção no progresso psicológico e intelectual da vítima. A saber, esse é um ato anticonstitucional, já que, a Lei nº 12.318 considera ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente, pois pode levar ele a desenvolver a Síndrome de Alienação Parental (SAP). Assim, é notório que essa situação é preocupante e é crime, visto que, os jovens com SAP apresentam, dentre outros sintomas, crise de ansiedade e queda no rendimento escolar, dificultando, então, seu progresso saudável para um futuro proveitoso e salutar.

Além do prejuízo psicológico e intelectual, outro âmbito afetado é emocional, que também pode ser atrapalhado pela alienação parental.       Prova disso, tem-se o conceito de Violência Simbólica, defendido por Pierre Bourdieu, o qual explica que a pior dor não é a da violência física, mas, a mais dolorosa é a violência que causa danos no psicológico, pois ela pode ser irreparável. Dessa forma, ao analisar sob as lentes de Bourdieu, a alienação dos genitores pode gerar consequências negativas nas relações interpessoais futuras da criança, fazendo com que ela não consiga ter um bom relacionamento pelo fato de ter sido estimulada — e violentada psicologicamente — a ter uma visão negativa de determinada pessoa.

Fica claro, portanto, que a alienação parental gera prejuízos psicológicos, intelectuais e emocionais em crianças e adolescentes. Logo, é necessário que o Ministério da Educação crie programas de assessoramento psicológico aos alunos, por meio de palestras, atividades lúdicas e atendimento pessoal que influenciem eles a terem pensamento crítico e se relacionarem bem com as pessoas, para que não sofram.