Os perigos da alienação parental

Enviada em 30/04/2020

Pai, mãe e filhos, esse era o padrão de família na modernidade. No entanto, com o advento do divorcio, a estrutura familiar se ramificou. Nesse contexto, surgiu o conceito de Alienação parental, que consiste na interferência psicológica provocada na criança ou adolescente por um dos seus genitores ou qualquer responsável que também esteja encarregado pela sua guarda e vigilância. É perceptível que essa forma de manipulação é perigosa para esse grupo, pois pode gerar aversão pais e problemas psicológicos.

Em um primeiro âmbito, é válido ressaltar que, segundo a teoria “Banalização do mal”, da filósofa alemã Hannah Arendt, um indivíduo interioriza pensamentos e ações consideradas comuns pelo grupo no qual está inserido. Percebe-se que essa teoria se aplica nos casos de alienação parental, uma vez que um dos responsáveis pelo menor muitas vezes difama, faz comentários e críticas ao outro genitor e nesse contexto, a criança ou adolescente é influenciado a ter uma imagem negativa desse. Assim, ele pode apresentar sentimentos constantes de raiva, mágoa ou ódio, contra o outro genitor. Fato que pode o que pode levar a um maior distanciamento das relações entre pais e filhos, pela aversão adquirida por esses.

Em uma segunda esfera, é importante dizer que, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, os pais ou responsáveis devem promover um desenvolvimento sadio ao menor. Todavia, segundo dados do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o número de processos por alienação parental cresceu 5,5% de 2016 para 2017. Sabe-se que parte desse aumento está relacionado ao maior acesso a informação por parte dos pais, entretanto, ele também pode indicar que o número de casos é crescente, uma vez que, o divorcio é cada dia mais comum. Assim, milhares de crianças e adolescentes brasileiros ficam expostos a abusos psicológicos podem gerar distúrbios como depressão, falta de atenção e ansiedade.

Portanto, a alienação parental é um problema na sociedade brasileira. Para resolver essa problemática, é imprescindível que o pai ou mãe que achar que o filho está passando sendo manipulado para o afastamento dele, deve ingressar com um processo judiciário. Isso deve ser feito para que o juiz, juntamente com a comissão mista, com assistente social, psicólogo possa analisar o caso e decretar a melhor medida possível para que o menor tenha um convívio familiar saudável com ambos os responsáveis. Assim, na sociedade contemporânea, o bom convívio familiar e a saúde psicológica das crianças e adolescentes serão preservados.