Os perigos da alienação parental

Enviada em 23/04/2020

No contexto social global, a alienação parental notabiliza-se como um grave problema para as nações,visto que desencadeia diversos distúrbios psicológicos nas vítimas, além de evidenciar o descumprimento de legislações nos países, como o Brasil, o qual ratifica ,na Carta Magna, o dever do Estado e das famílias de proteger as crianças e adolescentes de abusos. Esse panorama comprometedor exige uma atuação mais contundente de instituições formadoras de opinião e de setores do poder público, com o escopo de minorar as adversidades provocadas por tal problemática.

Sob esse viés, o Estado brasileiro dispõe de mecanismos jurídicos detalhados que visam a garantir a integridade física e psicológica dos cidadãos que não atingiram a maioridade, como o Artigo 227 da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que toda criança e adolescente possui o direito à dignidade e ao respeito. Entretanto, mostra-se evidentemente reduzido o cumprimento de tal legislação por diversos familiares diante da grande quantidade de membros indefesos que sofrem com a dominação coercitiva dos progenitores, geralmente em processos de divórcio. Tal circunstância desafiadora provoca distúrbios psicológicos e prejudica a formação de jovens,os quais, nessa perspectiva, crescerão em um ambiente familiar desarmônico, fato que explicita a necessidade de intervenção governamental.

Ressalte-se, ainda que diversas famílias desconhecem os perigos da alienação parental, como os prejuízos no desenvolvimento lúdico das vítimas, além da tendência de desencadear casos clínicos de depressão,a qual, segundo a Organização Mundial da Saúde, será até 2030 a mais comum do mundo. Essa vulnerabilidade de conceitos sobre o tema agrava, ainda mais, o emblema, pois há um aumento na quantidade pais propagando a difamação e o discurso de ódio aos filhos com o intuito de denegrir e prejudicar o relacionamento afetivo que o descendente possui com o outro progenitor, além de elevar o número de casos subnotificados devido à carência de denúncias, já que várias pessoas não possuem informação sobre os marcantes impactos dessa dominação para a vítima.

Logo, é mister que o Governo realize a efetiva aplicação do aparato legislativo nacional, por meio de uma remodelação orçamentária,que seja capaz de realizar melhorias nas fiscalizações sobre essa manipulação familiar e punir os indivíduos que exercem essa dominação a membros indefesos, a fim de garantir a proteção das crianças e adolescentes ratificada na Carta Magna.Ademais, instituições formadoras de opinião, como a Mídia, com o apoio de grupos de psicólogos engajados na causa, podem promover campanhas,que forneçam informações sobre os diversos prejuízos mentais ocasionados pela alienação parental, com o fito de conscientizar e reduzir a ocorrência de tal emblema.