Os perigos da alienação parental
Enviada em 21/04/2020
Alienação Parental: Problema Ignorado?
A alienação parental é um problema gravíssimo do ponto de vista psicológico, porém, muitas vezes desprezado e ignorado. Este é um problema capaz de causar traumas que demoram anos para serem superados — isso quando são superados. O problema é que, ao invés dos pais em conflitos matrimoniais prestarem cuidados às crianças e aos filhos, muitas vezes acabam utilizando-os como um meio de perpetuar seus conflitos conjugais. As leis no Brasil devem se intensificar no sentido de proibir esse tipo de prática terrível e o Ministério Público e a Justiça devem se atentar mais para identificar se a criança está sendo utilizada para esse fim.
É, infelizmente, fácil perceber a extensão do problema da alienação parental: caso alguém tenha dúvida disso e queira verificar por si, basta perguntar para várias pessoas cujos pais se divorciaram quando crianças ou jovens que verá que a maioria relatará ter sofrido problemas do tipo. E a pior parte não é somente o fato em si, mas o que ele desencadeia: ele acaba sendo um fator desencadeador de diversos problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, por um bom período da vida. Isso tudo excluindo o quão prejudicado sai o genitor que é atacado por essa alienação.
Para piorar ainda mais, a alienação parental geralmente é sigilosa e oculta para quem está de fora. Muitas vezes o filho precisa absorver toda a carga negativa do(s) genitor(es) e acaba por ter seu quadro agravado. Quando acaba sendo, de fato, alienado, tem suas relações socio-afeitivas familiares quase que totalmente destruídas, dificultando a capacidade do mesmo de lidar com situações afetivas no futuro, começando principalmente com a adolescência (por ser um período de transição rápida para o indivíduo).
Enquanto as instituições públicas brasileiras não se atentarem à esse grave problema, haverão cada vez mais casos de problemas de saúde mental e, em certo grau, até mesmo de violência intra-familiar. O Estado tem a responsabilidade de resguardar os direitos fundamentais da criança, inclusive, o de ter uma vida digna e não ter sua saúde mental depredada por algum ascendente parental que visa somente se utilizar da prole para vingar-se.