Os perigos da alienação parental

Enviada em 28/03/2020

No conto de ‘‘Rapunzel’’ ela é subordinada aos interesses pessoais doentios de uma bruxa, Rapunzel-personagem, famoso de um conto infantil, tinha o seu mundo restrito, devido a bruxa ter controle sobre ela. Não tão diferente dessa obra literária, atualmente crianças são submetidas à perspectiva do genitor ou responsável detentor de sua guarda, que  poderão implementar ideais boas ou ruins, impedindo que a criança não tenha certeza se aquele ponto de vista é correto, que vem ocasionar na formação intelectual e emocional da criança.

Ao afirmar ‘‘A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une’’ o geógrafo Milton Santos faz uma análise da direta proporcionalidade da alienação com a fragilidade, na qual se mantém firmemente em crianças. O genitor detentor da criança, usufrui da sua incapacidade de questionamento, eventualmente distorcendo a perspectiva dela sobre sua mãe ou pai, em virtude de prejudicar diretamente o ex-cônjuge por algum motivo interno de sua antiga relação, de modo que também afetará na vida emocional da criança pelo distanciamento, e inclinação à oposição de seu outro genitor.

Ademais, essa distorção  ou invenção de fatos, faz com que uma relação essencial para a formação da criança fique omitida, podendo gerar agressividade da criança nos ambientes escolares, decaimento do rendimento escolar pela angustia da separação, e tristeza em determinados momentos, como ao ver afeto de colegas pelo seus pais, filmes, eventos e datas comemorativas nas quais a maioria estará em um momento harmonioso familiar.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para reduzir a situação do quadro atual. Para que um genitor não detenha total controle da perspectiva da criança, é necessário que o Poder Judiciário dê a guarda unilateral da criança, visando a participação dos pais na criação, e adicionando um psicólogo por escola, podendo monitor e auxiliar a criança. ne