Os perigos da alienação parental

Enviada em 31/03/2020

Benefícios de exercitar o pensamento

No românce distopico “1984” de George Orwell as pessoas, em especial as crianças e os adolescentes, eram manipuladas pelo Grande Irmão e o seu partido, atendendo aos seus interesses. Nesse sentido, se as crianças flagrassem os seus pais fazendo algo contra lei, elas denunciavam seus pais ao partido. Fora da ficção, é fato que a realidade mencionada por Orwell pode ser relacionada a alienação parental: quem assume o papel de manipulador é um familiar da criança e ela sendo manipulada, acaba desenvolvendo grandes dificuldades de pensar por si mesmo.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, na infância de um ser humano ele ainda está desenvolvendo os primeiros pensamentos, aproveitando-se desse circunstância, torna-se mais fácil de manipular para interesse próprio. De acordo com o filósofo  grego Aristóteles, o cérebro de uma criança é como um livro com as páginas em branco. O perigo acontece se essas páginas forem preenchidas com alienação e desilusão, semelhantes a realidade apresentada em “1984”. Desse modo, os manipulados veem a alienação como a sua razão de vida.

Além disso, em um ambiente onde familiares não convivem de forma saudável e isso leve ao ponto deles possuirem o desejo de se separarem, as crianças são vistas como “desconhecedoras da situação”, consequentemente são manipuladas. Segundo o filósofo grego Sócrates, devemos “conhecer a nós mesmos” a fim de que no futuro tenhamos a capacidade de pensar por conta própria, o que não acontece onde a alienação se faz presente na família, que é a celula da sociedade e a base fundamental da formação do indivíduo.

Portanto, é mister que as Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a consientização das famílias a respeito do problema, urge que os professores da educação infantil em diante ensinem, por meio meio de incentivos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), as crianças a arte de pensarem por si próprias, para dar-lhes a corajem de falar com seus familiares e dizerem que sabem pensar por si próprias, e não precisam que outro pense por elas. Somente assim, será possível combater a alienação parental, o contrário do que acontecia em “1984”, e será possível preencher as páginas em branco com lições úteis para as crianças e que realmente vão ajudá-las no seu desenvolvimento e consequentemente, conseguiram conhecer a si próprias, proporcionando uma significativa melhora na saúde mental do indivíduo.