Os perigos da alienação parental
Enviada em 08/04/2020
Compreendida como uma forma de interferência na formação psicológica de crianças e de adolescentes, a alienação parental é uma ação induzida por um dos pais ou por um responsável desses jovens, que tem como objetivo nutrir esses vulneráveis com informações demasiadamente negativas, despertando-lhes sentimentos de ódio e de rejeição, sobre o outro genitor. Posto isso, o Brasil, um dos diversos países que vivencia essa problemática e um dos poucos a apresentar uma legislação específica para o assunto, encara essa desorientação mental como um crime. Assim, por ferir o direito fundamental infantil à convivência familiar saudável e por causar, principalmente, perturbações psíquicas aos pequenos civis, a alienação parental deve ser extinguida do meio social.
Nesse contexto, destaca-se como um das causas desse confusão cognitiva da criança pelos pais, a frustração em relação à vida conjugal. E é, majoritariamente, neste momento, quando, em geral, o casal opta pela separação, que se inicia o processo de alienação parental, já que os filhos ficam, geralmente, com um dos seus progenitores que, na maioria das vezes, aproveita da vulnerabilidade desses jovens para denegrir a imagem daquele que é um dos responsáveis pela estruturação psíquica da cria. À título de exemplo, tem-se o documentário “A morte inventada”, do diretor brasileiro Alan Minas, que apresenta o relato de uma jovem que passou 11 anos sem conviver com o pai, pois sentia-se obrigada, devido, sobretudo, a sua dependência emocional, a se aliar à genitora para agredir a figura do pai. Dessa forma, percebe-se que há a objetificação do sujeito, posto que o filho passa a ser objeto de vingança, sendo transformado em veículo de ódio para atingir o genitor que gerou mágoa no alienador.
Em consequência disso, tem-se a síndrome da alienação parental (SAP), considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2018, como uma doença. Essa disfunção se caracteriza por alterações psicológicas advindas, especialmente, da desordem que é feita na mente das crianças e dos adolescentes por um dos genitores, visto que muitos dos jovens não assimilam a tortura psíquica que estão sofrendo. Assim, alguns desses indivíduos sentem-se diferentes do grupo ao qual fazem parte, por terem sido abandonados pelo outro progenitor, segundo os seus alienadores. Isso contribui para a aparição do sentimento de exclusão pelas vítimas, que por não se reconhecerem como integrantes do corpo social, não conseguem realizar a interação coletiva, o que pode ocasionar depressão.
Portanto, a fim de eliminar a alienação parental da sociedade, concerne ao Governo do Brasil, mediante parceria com o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), veicular, nos meios midiáticos de massa, propagandas. Esses anúncios devem informar aos cidadãos sobre os riscos trazidos aos jovens e à comunidade com essa prática, alertando-os acerca da importância da convivência familiar.