Os perigos da alienação parental
Enviada em 21/10/2019
De acordo com o filósofo inglês Locke, o ser humano ao nascer possui uma mente vazia que vai sendo preenchida com conhecimento, noções de ética e cultura ao longo da vida. Dessa maneira, quanto mais jovem o indivíduo mais fácil manipulá-lo. Nesse contexto está a alienação parental (utilização do filho como meio de vingança por frustações conjugais), uma prática comum que causa sérios danos psicológicos à vítima.
Devido à ingenuidade das crianças, elas são facilmente manipuladas por um dos pais, com o intuito de odiar o outro. Tal prática força a criança escolher um dos pais para ter uma boa relação. No entanto, isso prejudica imensamente o desenvolvimento emocional do filho, pois ele crescerá com a ausência afetiva de um dos genitores.
Ademais, a manipulação psicológica também pode partir de outros parentes ou até mesmo do novo parceiro do pai ou da mãe. Porém, apesar da existência de uma lei que prevê punições para o autor desse tipo de violência, é bem raro a alienação parental tornar-se caso de polícia. Tal fato se deve, sobretudo, à ignorância da população sobre essa lei e sobre os malefícios da alienação para a criança.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para reverter esse problema. É necessário que o Ministério da Saúde, por meio de informativos na televisão e no rádio, divulgue os danos causados em crianças que sofreram alienação parental, com o fito de alertar a sociedade do perigo dessa prática. Além disso, nos informativos também deve conter detalhes da lei 13431/2017, para que o genitor alienado saiba do seu direito legal de solicitar medidas preventivas contra o agressor.