Os perigos da alienação parental

Enviada em 20/10/2019

Construção do desamor

Desde 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente garante os direitos fundamentais destes jovens. No tocante a alienação parental, criou-se uma lei em 2010 que caracteriza como crime a forma em que um dos genitores manipula psicologicamente seus filhos para provocar medo, desrespeito ou hostilidade injustificada prejudicando a relação com o outro genitor. Logo, este controle causa problemas psicológicos e sociais às crianças. Essa realidade contribui um desafio a ser resolvido.

Segundo o ex-político Nelson Mandela, a educação é a arma mais importante para mudar o mundo. Nesse sentido, a falta dela na esfera familiar corrobora para o aumento de divórcio estre casais, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A separação afeta a vida dos filhos, ainda mais quando há problemas conjugais, visto que a difamação e o discurso de ódio gerados pela alienação parental provocam distúrbios e efeitos mentais na formação dos jovens, que nessa perspectiva, crescerão em um ambiente conturbado e distópico da expectativa moral universal.

Ademais, convém ressaltar a dominação e os efeitos causados nas crianças. De acordo com o filósofo Jean Paul Sartre, o homem é responsável por tudo que faz. Destarte, a ausência de responsabilidade ao utilizar o filho como artifício para atacar o outro genitor acarretará em danos à criança contribuindo no desenvolvimento de casos clínicos de depressão, doença que será até 2030 a mais comum no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Urge, portanto, a necessidade do Ministério da Justiça através do Governo Federal, aprimorar a aplicação de leis e a fiscalização acerca da manipulação familiar, de modo que haja parceria com o conselho tutelar para acolher denúncias, a fim de restaurar a integridade juvenil, uma vez que complicações mentais podem causar sérios problemas sociais. Por fim, prefeituras em associação com as escolas, precisam criar palestras públicas e campanhas, através de pedagogos e psicólogos especializados, para que, enfim, a responsabilidade social erradique essa problemática no Brasil.