Os perigos da alienação parental

Enviada em 14/10/2019

Sob a perspectiva do sociólogo Gilberto Freyre, " o ornamento da vida está na forma como uma país trata suas crianças". A frase do pensador deixa nítida a relação que uma nação deve ter com as questões referentes à infância. Nesse contexto, é válido analisar os perigos que a alienação parental pode gera para esse grupo.

Convém ressaltar, a princípio, que de acordo com a uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de divórcios no Brasil saltou de 130,5 mil para 341,1 mil entre 2004 e 2014. Nesse contexto, fica claro que o número de casais que se divorciam teve um aumento significativo, diante disso, a lei da alienação parental tem por objetivo proteger os filhos de qualquer tipo de discórdia entre os pais, uma vez que alguns casais quando se separam acabam não tendo uma relação amigável, dessa maneira, ocasionalmente tentam colocar a criança contra o outro genitor. Em tal caso, essa prática prejudica o menor, em razão de privar esse da convivência familiar saudável, bem como a relação de afeto com a mãe ou com o pai.

Outrossim, a opressão simbólica da qual trata Pierre Bordieu, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico o desrespeito está, sobretudo, na perpetuação de violência psicológica.  De maneira análoga ao pensamento do sociólogo, alguns responsáveis praticam  violência psicológica contra a criança, isso fica claro quando o genitor ou genitora manipula o menor a odiar o outro genitor apenas para afastar a criança da convivência do outro. Por conseguinte, isso impossibilita a boa formação psicológica da criança ou do adolescente, pois contribui para que esse vivencie divido entre os pais, em razão de não saber lidar com as acusações do responsável pelo outro genitor.

Destarte, para que a problemática seja minimizada, é preciso que o Ministério da Educação e Cultura crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhe para a população o quanto o controle parental  pode atrapalhar no desenvolvimento do menor. Assim sendo, contribuindo para que os cidadãos respeitem mais uns aos outros, bem como preservem mais a boa convivência familiar.