Os perigos da alienação parental

Enviada em 16/10/2019

No filme estadunidense de comédia “Pai em Dose Dupla”, Brad é um padrasto atencioso que disputa a atenção de seus enteados com Dusty, o pai aproveitador e manipulador das crianças. Embora ficção, esse cenário de dominação familiar persiste na realidade. Nesse sentido, no que tange a questão da alienação parental, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da lacuna na educação familiar e da insuficiência legislativa.

Primordialmente, segundo o filósofo grego Pitágoras é necessário educar as crianças para não precisar castigar os homens. Dessa maneira, se existe uma estrutura familiar adequada desde a infância sobre a importância da união para a formação do indivíduo, ao chegar na vida adulta o ser não irá manipular um menor em prol de benefícios pessoais.

Por conseguinte, embora exista a Lei de Alienação Parental desde 2010, a qual configura crime a persuasão da criança contra um dos genitores, existe controvérsias sobre a eficiência da lei. Logo, segundo reportagem exibida pelo programa de televisão Fantástico em 2018, pais abusadores usufruem da lei para reverter a acusação, antes mesmo da conclusão do inquérito, sendo assim, muitas mães perdem o direito a guarda dos seus filhos por serem acusadas de alienamento. Dessa maneira, é evidente que a ineficiência da legislação brasileira diante da não conclusão das investigações propicia aos filhos a vulnerabilidade.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para sanar a problemática. Dessa maneira, para que as pessoas parem de dominar as crianças, urge que as famílias façam uma boa educação por meio de diálogos sobre princípios básicos de união familiar. Ademais, cabe ao Poder Judiciário, cumprir as leis de maneira adequada, por meio de uma melhor investigação dos inquéritos para que benefícios não sejam dados para abusadores, consequentemente, a lei será válida no país. Somente assim, com a aplicação dessas ações, essa adversidade poderá ser elucidada.