Os perigos causados pela influência digital no Brasil
Enviada em 05/09/2024
Durante muitos anos, os meios de comunicação como periódicos, televisão e rádio eram as principais formas informação em massa da sociedade. Contudo, o advento da internet e das redes sociais potencializaram a comunicação interpessoal a nível global. No entanto, essa nova forma de comunicação, muitas vezes, apresenta problemas, uma vez que, devido à omissão escolar em instruir os indivíduos sobre manipulações digitais e à negligência estatal em promover sua segurança digital, pessoas sem nenhum conhecimento e balizador técnico passaram a influenciar milhões de usuários.
Primeiramente, é importante destacar que, no Brasil, o problema em questão é consequência de uma omissão escolar frente à desvalorização da educação prática sobre as ferramentas de dominação social, de modo que a sociedade não esteja preparada para identificar esse tipo de manipulação. Essa reflexão é apoiada pelo pedagogo Paulo Freire em sua obra Pedagogia do Oprimido, o qual caracteriza o espaço escolar como um ambiente de opressão que não prepara os indivíduos de forma prática para o convívio enquanto membros de um complexo corpo civil.
Além disso, compreende-se que a inoperância estatal em instruir a sociedade acerca da influência de pseudo-especialistas é um potente aliado dos métodos de manipulação utilizados por esses agentes. No mais, o filósofo inglês John Locke destaca que é dever do Estado assegurar os direitos e bem-estar coletivo. Em paralelo, a constituição brasileira de 1988 determina em seu artigo 5° que é uma atribuição do Estado garantir a segurança de seus cidadãos. Desse modo, é ilógico o Poder Público colocar a segurança digital dos brasileiros em segundo plano.
Sendo assim, visando salvaguardar a sociedade acerca dos conteúdos transmitido via redes, será implementado nos colégios, por meio do ministério da educação, feiras culturas e rodas de debate que instruam os estudantes a checarem informações oriundas desses canais de comunicação. Também é importante que o Estado promova a fiscalização, por meio do Poder Público, das leis no que se refere a venda de conteúdos e propagação de informações por pessoas sem as devidas qualificações, pois, só assim, atingiremos como sociedade uma aprendizagem significativa.