Os perigos causados pela influência digital no Brasil

Enviada em 04/09/2024

Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) assegura direitos fundamentais para a vida digna de seus cidadãos. Porém, os perigos causados pela influência digital e suas consequências, como a normalização do consumismo atrelado ao sentimento depreciativo da comparação, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica sobre os hábitos consumistas que são apregoados pelos “influêncers” destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação do desejo compulsório por comprar cada vez mais produtos supérfluos, limitando a liberdade do cidadão que se encontra cego pelo convencimento emanado dos profissionais da influência digital, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.

Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rowis, na teoria do Pacto Social,enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos da influência digital contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista o aumento da insatisfação social, uma vez que são vítimas dos própios desejos deixando-se levarem pela utopia que é vista na mídia mas não na realidade. Com isso, é inadmissível a inoperância do estado no que tange à mitigação do viés.

Portanto, entende-se que o perigo da influência digital é obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão vai convidar puiblicitários especializados em influência digital para orientar os espectadores sobre o impasse, promovendo o equilíbrio.