Os perigos causados pela influência digital no Brasil

Enviada em 02/09/2024

Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, os perigos causados pela influência digital, e suas consequências, como a ideia consumista apregoada pelos expoentes da mídia digital, interferem no sistema harmônico do Estado basileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perperctiva, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre os perigos da filosofia do consumo, que é disseminada pelos “influencers”, destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intersificação do descontentamento social, uma vez que as discrepâncias econômicas no território nacional não possibilitam acompanhar os altos padrões de vida que são expostos nos aplicativos de interação social, fato que viola o bom convívio buscado pelas leis da CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.

Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rowis, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos da baixa fiscalização governamental aos conteúdos inaproriados, com apelo excessivo ao consumo, contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, pois os governantes,ao priorizarem somente a parte fiduciária, não demonstram preocupação com o tecido social. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.

Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e viabilizar, por meio de psicólogos convidados, orientações aos espectadores a respeito do impasse discutido.