Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 01/08/2025

Na atualidade, a Inteligência Artificial tem se consolidado como uma das maiores revoluções tecnológicas, influenciando desde a educação até a medicina. Apesar dos benefícios, seu avanço levanta questionamentos urgentes sobre limites éticos e morais. A capacidade dessas tecnologias de tomarem decisões autônomas e de reproduzirem preconceitos existentes na sociedade é preocupante. Assim, surgem duas problemáticas principais: a dificuldade de responsabilizar decisões tomadas por sistemas de IA e a perpetuação de discriminações nos algoritmos.

A ausência de uma definição clara sobre quem responde por ações de uma IA torna os erros difíceis de serem resolvidos. Empresas criam sistemas autônomos, como carros ou robôs cirúrgicos, mas muitas vezes se isentam quando falhas ocorrem. Em 2023, a União Europeia apontou que a falta de legislação específica gera insegurança jurídica e desconfiança da população, com 78% das pessoas relatando desconforto em delegar decisões críticas à tecnologia.

A reprodução de preconceitos nos algoritmos reflete as desigualdades presentes nos dados usados para treiná-los. Sistemas de reconhecimento facial, por exemplo, apresentam erros graves ao identificar mulheres negras. Um estudo do MIT mostrou que essas tecnologias têm até 34,7% de falha para esse grupo, o que reforça injustiças e amplia desigualdades em áreas como segurança e mercado de trabalho.

Para mitigar essas problematicas, é preciso regulamentar o desenvolvimento da IA com regras claras, garantir transparência nos algoritmos e incluir profissionais diversos na criação dessas tecnologias. A educação ética também deve estar presente nos cursos de tecnologia. Essas medidas são essenciais para que a sociedade fique perfeita assim como Tomás More, um escritor inglês, cita em sua obra “Utopia”.