Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 29/07/2025

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor praga, uma vez que os impasses éticos e morais do uso de Inteligência artificial apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do risco à privacidade e à autonomia individual, quanto do algoritmo e injustiça social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipualmente, é essencial destacar que a falta de ação do Estado contribui para os impasses éticos da Inteligência Artificial. Segundo Thomas Hobbes, o governo deve garantir o bem-estar da população, mas isso nem sempre se concretiza. Com a ausência de regulamentação, tecnologias como reconhecimento facial operam sem consentimento claro, ameaçando a privacidade e a autonomia individual. Assim, é necessário refletir sobre os limites morais da IA para proteger os direitos fundamentais.

Além disso, é importante destacar como os algoritmos podem reforçar desigualdades sociais. Um estudo do MIT mostrou que sistemas de reconhecimento facial erram em 34,7% dos casos com mulheres negras, mas apenas 0,8% com homens brancos, evidenciando a reprodução de preconceitos. Isso revela um impasse ético da IA, que pode gerar decisões injustas em áreas sensíveis. Por isso, é essencial revisar os dados usados e corrigir os vieses nos sistemas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o algoritmo é injustiça social contribui para perpetuação desse quade deletério.

Portanto, os desafios éticos da Inteligência Artificial passam pela proteção da privacidade e da autonomia individual, bem como pelo combate aos preconceitos presentes nos algoritmos. Portanto, é essencial que o uso da IA seja regulado com transparência e responsabilidade para garantir direitos iguais e respeitar a dignidade humana. Desse modo, atenuar-se-a, em médio e longo prazo o impacto nocivo da IA e a coletividade alcançará a Utopia de More.