Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 29/07/2025
A Inteligência Artificial (IA) tem se tornado cada vez mais presente no cotidiano, mas seu uso indevido levanta sérios impasses éticos e morais. Muitas pessoas utilizam a IA de forma automática, sem refletir sobre as consequências. Quando se deixa que máquina pense no lugar do ser humano, perde-se a capacidade de raciocínio e cria-se uma dependência.
Esse cenário é especialmente visível no ambiente escolar. Ferramentas como o ChatGPT e o Copilot são usadas por alunos não para aprender, mas para que façam as atividades em seu lugar. Essa prática reduz o esforço intelectual, limita o pensamento critíco e afeta diretamente o desenvolvimento das habilidades cognitivas, como a escrita, a criatividade e a argumentação.
Além disso, vivemos em uma geração marcada pelo excesso de tecnologia e de informação. De forma contraditória, isso tem resultado em menos reflexão, menos curiosidade e uma certa ‘‘preguiça mental’’. Como disse o sociólogo Zygmunt Bauman, ‘’nunca tivemos tanta informação e, ao mesmo tempo, tão pouca sabedoria’’. Com tudo pronto e rápido, poucos se dedicam a realmente aprender. Isso pode levar a uma crise na formação de novos pensadores, prejudicando o futuro da sociedade.
Por isso, é urgente promover orientações e limites claros para o uso de IA. A tecnologia é útil e poderosa, mas precisa ser usada com responsabilidade. Do contrário, corremos o risco de sermos controlados por aquilo que foi feito para nos ajudar.