Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 28/07/2025
A revolução tecnológica promovida pela inteligência artificial (IA) tem gerado gran des avanços, mas também resulta em sérios impasses éticos e morais. Na obra “Éti ca em tempos de algoritmos”, o filósofo Luciano Floridi destaca que a tecnologia deve ser uma extensão da ética humana, e não um obstáculo a ela. Fora da ficção, é nítido que a utilização indiscriminada da IA pode levar à desumanização das rela ções sociais e violação de direitos fundamentais. Essa problemática acontece por conta do desafio de equilibrar inovação com responsabilidade, bem como do risco de manter preconceitos e desigualdades sociais.
Nesse contexto, pode-se considerar a falta de regulamentação sobre o uso da IA como um empecilho para a construção de uma sociedade justa. Isso se deve ao fa to de que algoritmos mal projetados podem reproduzir discriminações históricas, como evidenciado no caso de sistemas de reconhecimento facial que falham em identificar pessoas de pele negra com precisão. Isso pode ser visto pela perspectiva da teoria crítica, que alerta para os perigos da automação sem supervisão ética. Dessa forma, relacionar o repertório com o tema é fundamental para compreender que a ausência de diretrizes claras resulta em consequências, como a marginaliza-ção de grupos vulneráveis.
Ademais, é notória a necessidade de transparência nos processos decisórios en volvendo IA. Com isso, pesquisas recentes indicam que decisões automatizadas em áreas como saúde e justiça carecem de clareza sobre os critérios utilizados. Dessa maneira, essa falta de transparência descorda do ideal democrático e confirma a desconfiança da população em relação à tecnologia. O filósofo Zygmunt Bauman, ao discutir a modernidade líquida, enfatiza que a insegurança gerada por inovações não regulamentadas pode levar à indiferença social e à resistência ao progresso.
Portanto, é crucial regulamentar a IA. O Governo Federal, com especialistas, deve criar diretrizes para o uso responsável, criando um conselho com participação civil para supervisionar novas tecnologias. Assim, garantimos que a inovação respeite direitos e promova a equidade, reafirmando que a tecnologia deve servir ao bem comum e a dignidade humana.