Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/03/2021

No mundo apresentado pelo jogo eletrônico de 2018, “Detroit: Become Human”, mostra uma realidade futurista datada do ano de 2038, onde a inteligência artificial conseguiria atingir um grau intelectualmente elevado, substituindo o trabalho antes ocupado pelos humanos em praticamente todas as áreas e até mesmo quebrarem seus códigos de programação. A automação dos serviços é um conceito aprimorado em relação às linhas de produção idealizadas por Henry Ford durante século passado, esses meios de automação são os precursores da Quarta Revolução Industrial.

Inquestionavelmente, o tema que mais cria temor quando o assunto inteligência artificial é posto em pauta é a maré de desemprego que esse tipo de tecnologia traria consigo. Uma pesquisa feita pela FGV Projetos, a pedido da empresa Microsoft, constatou que, no Brasil, com a implementação de inteligências artificiais, haveria um aumento de 5% no desemprego entre os menos qualificados nos próximos 15 anos. Entretanto, a implementação de uma inteligência artificial nesses setores também significaria uma remuneração maior para os empregados, podendo chegar à um acréscimo de até 15%, como aponta o professor da Fundação Getúlio Vargas, Felippe Serigatti.

Bem como funciona com a sociedade humana, a inteligência artificial está fadada a cumprir regras e leis de convivência, para que as máquinas não entrassem em conflito com os interesses e dependências dos humanos. O escritor russo Isaac Asimov enumerou três leis básicas da robótica, elas serviam para que as inteligências artificiais de seus contos não ultrapassassem barreiras que pudessem ser temerárias a sociedade, dentre essas leis vale destacar que elas giravam em torno da maneira com a qual o robô deveria se portar em relação a vida humana. Portanto, a capacidade de compreender e executar regras das máquinas não está limitada à fatores biológicos como nos humanos, fazendo com que a demanda por progresso seja interligada à inteligência artificial.

Em suma, a inteligência artificial é benéfica para a evolução e progresso humano mundial, no entanto, assim como qualquer tipo de ação, ela deve ser implementada com cautela e muito planejamento. Tendo em vista que o progresso pode ser uma faca de dois gumes, cabe aos responsáveis pelas nações com as principais empresas de desenvolvimento tecnológico se reunirem e estabelecerem barreiras que não atrapalhem o desenvolvimento tecnológico, mas consigam limitar as inteligências artificiais à funções que não quebrem, pelo ao menos abruptamente, as funções de funcionários humanos dos quais serão substituídos sem encontrar outras funções, do contrário, encontraremos uma guerra entre pessoas revoltadas por perderem seus empregos para funcionários automáticos assim como a realidade de Detroit: Become Human.