Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 15/03/2021
No filme “Eu, Robô", androides se rebelam contra seus senhores devido a um erro de programação que gera uma espécie de livre arbítrio e os permite agir por conta própria. Fora da ficção, esse contexto deve ser refletido, visto que o ser humano se encontra cada vez mais voltado à inteligência artificial, capaz de trazer-lhe diversos benefícios, assim como pode tornar-se uma ameaça tanto à sua segurança quanto aos seus limites éticos e morais.
Em primeiro lugar, é inegável que a inteligência artificial tem grande contribuição para o avanço da humanidade, visto que é usada para realizar trabalhos muito arriscados ao ser humano, tais como explorar antigas centrais nucleares, prédios em risco de ruir, incêndios e até mesmo o fundo dos oceanos. Todavia, o uso de máquinas em empresas tem resultado em um grande índice de desemprego e põem profissões em risco a extinção, devido a substituição do homem pela máquina. Ademais, a inteligência artificial também é encontrada em situações cruciais, tais como no comando de aviões e em carros automáticos, de modo que na ocorrência de falhas, pode levar a consequências catastróficas.
Em uma segunda análise, a segurança e privacidade se encontram voltadas principalmente para a inteligência artificial, o que pode vir a colocar a raça humana em uma situação de vulnerabilidade. Há de se considerar que em 2014, houve o vazamento de centenas de fotos de celebridades de Hollywood por meio do “ICloud”, o que gerou escândalo entre os usuários da plataforma. De mesmo modo, a tecnologia tem acesso às mais secretas informações, tais como números de telefone, endereços e senhas de banco, logo, no caso de erros técnicos ou hackeamento a vida de diversas pessoas pode ser colocada em perigo.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas a fim de evitar futuros efeitos negativos, tais como os citados anteriormente. Dessa maneira, cabe ao Poder Legislativo dos principais países desenvolvedores de inteligência artificial, impor limites no desenvolvimento desta, por meio de leis que expliquem as normas e fronteiras éticas, para que o avanço de máquinas e andróides não venha a ser uma ameaça no futuro. Assim, se medidas como essa forem tomadas, cenários como o representado em “Eu, Robô" não se tornarão realidade.