Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 10/03/2021
O filme Matrix, retrata uma realidade distópica na qual um sistema de inteligência artificial manipula e controla a mente das pessoas. Ao longo da trama, a narrativa revela um grupo seleto de pessoas que conseguiram sair do controle das máquinas e possuiam como missão dar fim a tal situação. Fora da ficção, é possível observar que os acontecimentos apresentados no filme mostram-se cada dia mais próximos ao dias atuais. Logo, depreende-se ser necessário impor uma barreira que limite os avanços da tecnologia, e as consequências que tais avanços podem apresentar.
Em primeiro plano, faz-se importante compreender que as ‘’necessidades’’ humanas foram, primordialmente, as responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico que tinha intenção de facilitar a vida das pessoas. Entretanto, o conhecimento técnico-científico estremamente avançado que se obtém na atualidade, permite que grandes feitos como a invenção da inteligência arficial capaz de assumir grande parte das funções humanas. Diante disso, é pertinente debater acerca do limite ético que envolve o avanço de tal tecnologia, pois ‘‘o espiríto humano precisa permanecer sobre a tecnologia’’, afirmação feita por Albert Einstein dando ênfase aos perigos de se permitir que aparelhos automatizados possuam tanto poder.
Ademais, a utilização de aparelhos hiperinteligentes pode apresentar riscos a população, pois é indubitável que apesar de todo o estudo englobando a inteligência artificial, ela ainda está suscetível a erros pela dificuldade por parte dos cientistas de preverem como a tomada de decisões dessas máquinas funciona. Nessa perspectiva, segundo o escritor inglês Douglas Adams ‘‘a tecnologia é uma palavra que descreve algo que ainda não funciona’’, reforçando assim a questionabilidade moral envolvendo a ética de tais avanços científicos.
Portanto, é mister que providências sejam tomadas para amenizar o quadro atual de incertezas. Consequentemente, urge que o o Governo Federal, instância máxima de administração política, elabora uma bancada ética que aprove préviamente o desenvolvimento de qualquer nova tecnologia que possa afetar a vida humana, dessa maneira, impondo limites que evitem a ocorrência de catástrofes envolvendo a utilização de inteligência artificial. Somente assim será possível que a tecnologia possa continuar avançando, sem que ofereça riscos a sociedade.