Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 10/01/2021

A Constituição Federal de 1988, lei maior do país, prevê, no artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não se reverbera na prática, pois ao observar os impasses éticos e morais do uso da Inteligencia Artificial, nota-se a dificuldadeda universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro: as rápidas mudanças tecnológicas  e a diminuição de empregos.

A priori, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para  as rápidas mudanças tecnológicas. Nesse sentido, quase todos os aspectos de nossas vidas dependem de dispositivos que computam e se conectam. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que Estado não cumpre a função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a diminuição dos postos de trabalho. como impulsionador do poblema, segundo o Filósofo sueco Nick Bostrom acredita que 90% dos postos de trabalho humano será substituido  no Brasil. Diante do exposto, fica envidente que a humanidade vai sofrer com o desemprego. Logo, é inadmissível que essa situação continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de leis, para previnir o desemprego – com precauções para aumentar os cargos que seja, necessários a mão de obra humana – a fim de ter um mundo sem crise. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.