Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 04/01/2021

Desde o Iluminismo no século XVIII, a sociedade passou por acelaradas mudaças de paradigmas no âmbito tecnológico e cultural. Nesse sentido, surge na contemporaneidade a iminência do aparecimentos das IA’s - Inteligência artificial -, que gera impasses éticos dentro da humanidade. Dessa forma, é fundamental que o progresso de tal recursos venha aliado a um poder moderador, bem como a necessidade de se equilibrar a razão e a moral.

Em primeira instância, é interessante ressaltar a importância do papel do Governo tanto em incentivar, quanto regular o desenvolvimento de novos recursos dentro da sociedade. Para o filósofo Thomas Hobbes, só o Estado é quem possui a legitimidade para exercer a violência, a fim de cumprir o seu papel de estabeler a ordem no tecido social. Sob essa ótica, é nítida a imprescindibilidade da supervisão do poder moderador, visto que tais mudanças iniciadas pelo Iluminismo nem sempre vão promover mudanças positivas. No entanto, seu desenvolvimento é essencial, pois, só por meio dele, a humanidade poderá continuar seu progresso.

Em segunda instância, vale também ressaltar a necessidade de se equilibrar razão e a ética. Segundo o filósofo, Nietzshe, o homem ao usar sua racionalidade muitas vezes desmedida para dominar a natureza e a si proprio, oprimindo sua parte instintiva e emocional, resulta em uma realidade falha e distorcida. Seguindo essa linha de pensamento, a idade contemporânea é caracteristica por sua moral capitalista, que não tem como objetivos filantrópicos, mas sim o acumulo de capital. Dessa forma, as tentativas de se produzirem IA’s da iniciativa privada devem ser fiscalizadas, para que o futuro cataclísmico de Nietzshe não se concretize.

Urge, portanto, a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, cabe a Organização das Nações Unidas aliado aos países mundiais a criação de regras que moderem as empresas privadas, quando estas tiverem o potencial na fabricação de tecnologias que coloquem em risco o bem-estar da humanidade. Deste modo, por meio da deliberação com os líderes dos países mundiais, e com o uso de especialistas em direito internacional e ciêntistas especializados. A fim de que o desenvolvimento científico cause mudanças positivas na sociedade, ao invés de sua destruição.