Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 12/12/2020
O Mito da Caverna, de Platão, fala a respeito de pessoas que se negam a enxergar a realidade em virtude do medo por estar em sua zona de conforto. Entretanto, a perspectiva mítica a respeito da questão dos impasses éticos e morais do uso da Inteligência Artificial (I.A) é muito similar a do hodierno. Sendo assim, é necessária um reflexação quanto a essa problemática que encontra o seu desafio no questionamento da suficiencia da autonomia da I.A, quanto a subistituição a mão de obra.
Primeiramente, cabe ressaltar série documentário da Amazon “The Beast of the globalism” que explica a aprendizagem das tarefas executadas por essa tecnologia se dão por formas aleatória se não programadas por humanos, além de ter julgamentos ético programados com base em estatisticas. Nesse sentido, uma I.A é incapaz de pensar por si, se não for programada para a tarefa acarrentando um perigo se posta para ocupar cargos em que exijão tal habilidade como: uma situação de vida ou morte na direção de um carro de passageiros. Dessa maneira, fica evidemente claro e impossóvel de negar um dos principais impasses éticos do uso desse avanço tecnológico.
Em segundo lugar, outra problemática moral e social é a subistituição da mão de obra por essas maquínas, um vez que esse evento já ocorrereu na história da humanidade durante a primeira revolução indústial tendo como fruto movimentos de trabalhadores como o cartismo. Nessa perspectiva, o medo da perca de postos de trabalhos e aumento de desemprego são reais, já que ocorreu e ocorre aos poucos todos os dias a exemplo de indústria automobilística que utilizam recursos tecnológicos para aumentar a produtividade e reduzir erros em suas produções. Faz-se necessário, portanto, discussões e políticas públicas, pois a utilização de I.A é uma nova revolução industrial que pode prejudicar as pessoas se não for regularizada.
Sendo assim, visto os fatos supracitados é necessária uma medida de intervenção. Dessa forma, cabe aos Governos discutirem e regulamentarem a I.A no mercado, por meio da criação de uma lei em que fique explícito as barreiras de segurança adequada para utilização desses softwares e maquinas, como também um limite para ocupação de postos de trabalhos. A fim de proteger os cidadãos e os trabalhadores, promovendo um crescimento e avanço tecnológico de maneira ética e responsável.