Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 08/12/2020

No anime “Plastic Memories”, é mostrada a história de uma empresa que usava robôs em formato humanóides e altamente inteligentes, ao ponto de entenderem emoções e sentimentos das pessoas ao redor, para executar as mesmas tarefas que os funcionários. Fora da ficção, nota-se que o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial está se tornando cada vez mais comum, porque existe uma tentativa de substituir o ser humano pelas máquinas. Nesse viés, diante da capacidade da inteligência artificial para analisar e padronizar comportamentos humanos, bem como realizar tarefas complexas, é importante estabelecer até onde é moral e ético usar essas tecnologias.

Em primeiro lugar, não é muito difícil perceber que esses dispositivos, inicialmente, criados para ajudar o ser humano, estão sendo empregados contra o próprio criador. No documentário “O Dilema das Redes Sociais”, mostra como as mídias digitais utilizam a inteligência artificial para traçar o perfil e interesses de seus usuários a fim de os manterem no ambiente online pelo maior tempo possível. Isso revela como o uso ético e moral das tecnologias está sendo desconsiderado pelas empresas, porque elas colocam seus interesses comerciais e financeiros em primeiro plano, podendo corromper e alienar a identidade social dos internautas.

Ademais, é inegável que delegar tarefas simples para máquinas é um avanço, mas também é irrefutável que conceder papéis de responsabilidade para tecnologias amplia os riscos e representa um retrocesso. No filme “Duro de Matar”, é retratada a fuga de um hacker, com a escolta de um policial, de uma organização criminosa. Ainda no filme, mostra como os perseguidores se valeram do sistema que controlava os semáforos para atrasar e prejudicar toda a mobilidade urbana da cidade. Nessa lógica, a inteligência artificial contribui para o progresso do mundo, mas não deve ser empregada como substituta de uma pessoa ou corporação, porque máquinas operam baseadas em códigos e dados, bem como não têm um pensamento versátil e adaptável como o de um ser humano.

Portanto, diante dos fatos supracitados, nota-se que a inteligência artificial pode contribuir para o avanço ou retrocesso da sociedade, dependendo apenas da forma como é empregada. Sendo assim, faz-se mister que o Poder Público direcione capital que, por intermédio da Câmara dos Deputados, será revertido na elaboração de uma lei, através de uma conferência, que limite a exposição e fornecimento dos dados e interesses dos internautas, a fim de que os programas inteligentes usados pelas redes sociais não explorem esse conhecimento para fazer publicidade ou manter o usuário online. Nesse sentido, será possível usar a inteligência artificial de uma forma mais ética e moral, ampliando os benefícios das tecnologias para a coletividade.