Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 09/12/2020
Com as revoluções industriais há sempre um avanço da tecnológico, e esse progresso tem o intuito de facilitar o trabalho humano e aumentar o lucro das empresas. Porém, com a mudança advinda das últimas tecnologias houve o surgimento da inteligência artificial (IA), e com isso ocorreu a substituição da mão de obra humana e a preocupação com o aprimoramento da inteligência dessas máquinas. Sendo assim, a IA traz como consequência o aumento do desemprego estrutural e um perigo que é a superação da capacidade inteligível humana.
A princípio, a inteligência artificial pode substituir uma parte da mãe de obra humana o que pode gerar um aumento do desemprego. De acordo com a Price Waterhouse, uma empresa inglesa, até 2030 os robôs substituirão 38% das vagas de trabalho dos Estados Unidos. Esse dado comprova que a IA irá cada vez mais ocupar os postos de trabalho humano. Isso se deve porque com a utilização de obra robótica as grandes multinacionais lucrarão bem mais, pois o maquinário não tem necessidades e nem despesas humanas. Visto que a máquinas não recebem salários, não precisam de férias e têm uma produção diária maior que a de um humano. Dessa forma, o desemprego estrutural é uma consequência dessa mudança tecnológica.
Além disso, existe uma preocupação sobre os perigos que o avanço da inteligência artificial poderá oferecer a humanidade. Tal impasse traz um questionamento ético e moral a respeito de quando e quanto será que a IA poderá superar a capacidade inteligível humana e se isso representará um risco ao futuro da espécie. Segundo Hannah Arendt, filosofa contemporânea, “a banalidade do mal origina a normalidade do problema”. Nesse sentido, banalizaram os perigos advindos dessa tecnologia, o que trouxe a normalização de não se importar com os riscos que ela traz, e dessa forma, continuam promovendo os avanços dessas máquinas. Logo, tem que haver uma preocupação com a ameaça que o desenvolvimento da IA pode representar para existência humana.
Portanto, existem impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial. Dessa maneira, entidades públicas de cada país, junto com Multinacionais, do ramo da tecnologia, devem adotar medidas de geração de empregos e criar laboratórios especializados no estudo da IA. Essa geração de trabalho humano é para que mesmo com os avanços tecnológicos ainda ajam cargos ocupados apenas por humanos, e assim não tenha um grande fluxo de desemprego estrutural. Em adição, os laboratórios devem servir para estudar o desenvolvimento da Inteligência artificial e medir possíveis ameaças dessa evolução. Sendo assim, será possível progredir sem ariscar a humanidade.