Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 07/10/2020

O filósofo grego Aristóteles,o prussiano Immanuel Kant e o britânico Jeremy Bentham,todos eles têm algo em comum:dissertaram sobre a ética,condutas universais do homem para uma boa convivência social de maneira plena,em suas obras e premissas.No entanto,com os avanços tecnológicos vivenciados no século XXI,tem-se discutido sobre os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial na sociedade.Dessa maneira,é importante destacar dois pontos relevantes nessa temática:o seu lado positivo e negativo do seu uso,além da causa-consequência que podem ser gerados.

A princípio,vale ressaltar que existe uma dialética nesse assunto que pode ser abordado.Nesse sentido,aplica-se a sua facilidade na vida cotidiana,pois,por exemplo,existem relógios em que conseguem calcular a frequência dos batimentos cardíacos com a finalidade de ,caso o indivíduo esteja tendo um ataque cardíaco,o aparelho pode ligar para emergência e avisar do ocorrido.Por outro lado,a inteligência artificial tem o potencial de usar os seus dados pessoais com o intuito de saber o gosto daquele cidadão,assim, incentivaria ao consumo a partir das publicidades.Logo,pode-se concluir que o Estado tenderá a ficar mais atento no que as empresas tecnológicas estão fazendo com os seus consumidores,o que, no fim, faz notar essa dualidade no assunto com os seus pós e contras.

Outrossim,cabe salientar que a principal origem desses sistemas cada vez mais modernos é a globalização.Acerca disso,segundo Herbert Marshall,canadense e filósofo,a aldeia global seria a ideia de o mundo se tornar uma grande aldeia por via dos meios de comunicação e tecnologia,o que faria todos se aproximarem de maneira social e cultural.Sob essa ótica,entende-se que esse avanço e conexão estão cada vez mais fortes,ao ponto de surgir carros autônomos.Todavia,caso o robô como esse cometesse um crime ou acidente,ele não teria culpa,uma vez que não existem leis para esses tipos de cenário.Assim sendo,mesmo que a globalização tenha o seu papel importante,é necessário ações que visem segurança do povo.

Infere-se,portanto,que são necessárias estratégias para modificar esse paradigma.Para que isso ocorra,o Ministério da Tecnologia,em parceria com o do Trabalho,deve promover a ideia do Jurgen Habermas,sociólogo alemão,de haver conversas entre as duas partir,nesse caso entre os empresários e os compradores,para que não ocorra de vazar dados,essa tramitação pode ocorrer nas filiais das empresas,o qual ocorreria reuniões com os representantes de cada parte,sendo discutido o que seria melhor para ambas.Além disso,no caso das leis para as máquinas,como exemplo brasileiro que ocorre a democracia semidireta,pode ocorrer um plebiscito para saber a opinião dos cidadãos,caso seja positivo,haverá um encontro dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário),para que possa ser aprovado o quanto antes.Então,assim possa estabelecer a ética desejada pelos três filósofos.