Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 07/10/2020

Desde a Guerra Fria, observa-se que o avanço técnico-científico-informacional intensificou o uso da Inteligência Artificial na maior parte dos países globalizados. Dentro desse contexto,sob influência desse quadro, nota-se que o Brasil é um grande exemplo da atuação dos mecanismos virtuais no corpo social. No entanto, sem uma estrutura governamental que aplique esse mecanismo virtual para o bem coletivo,observa-se que há um tangenciamento da ética e da moral brasileira. Dessa forma, dentre as causas que aprofundam essa problemática, estão a substituição massiva dos trabalhadores por sistemas tecnológicos e a falta de um controle virtual que assegure a veracidade das informações.              Em um primeiro plano, vê-se que o uso de equipamentos tecnológicos, no âmbito do trabalho, promovidos pela Inteligência Artificial, ocasiona o aumento da taxa de desempregos no país. Isso acontece, pois, sem um planejamento governamental eficiente que vise a um balanceamento equilibrado entre os benefícios da implantação desse recurso na sociedade e as graves consequências para a população, o uso desse sistema fica comprometido. Explica-se esse cenário, tendo em vista que, frequentemente, quem se beneficia dessa tecnologia é a minoria rica, já que, com base nos dados divulgados pelo Jornal Nacional, concentram a maior parte desses bens. Consequentemente, segundo a teoria do sociólogo Karl Marx sobre os proletários, esses ficam à margem da sociedade porque não possuem uma renda  para suprir suas necessidades mínimas de subsistência.

Ademais, o intensivo uso ilegal dos meios de comunicação virtuais, possibilitado pela Inteligência Artificial, rompe com o conceito de cidadania no espectro social. Isso advém do elevado índice de informações que são postadas nesse âmbito sem quaisquer controle. Como desdobramento desse quadro, compreende-se o dado divulgado pelo Superior Tribunal da Justiça, os quais ressaltam que a maior parte dos julgamentos realizados no país devem-se à falsa identidade na esfera ‘‘online’’. Nessa conjuntura, denota-se que o Contrato Social, expresso pelo sociólogo  Rousseau, está comprometido, em virtude de que esse contrato só atinge a sua plena eficiência,no corpo social, quando todos os indivíduos têm a sua segurança garantida pelo Estado.Entretanto,com a falta de um sistema que punam as informações ilegais nos veículos informacionais,esses meios tornam-se inseguros para a nação.

Portanto,medidas que revertam essas problemáticas são necessárias.Desse modo,cabe ao Ministério do Trabalho-órgão responsável pela situação dos trabalhadores-em parceria com as empresas,promover projetos de planejamento,por meio de profissionais qualificados nessa área,com o intuito de diminuir as consequências da intensificação das tecnologias para os trabalhadores.Além disso, o controle das informações ilícitas é imprescindível para que se  efetive a globalização no país.