Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 06/10/2020
No filme “Matrix”, dirigido por Keanu Reeves retrata o pensamento de liberdade frente à reflexão, porém não somente da liberdade humana, mas também da liberdade das máquinas como alvo de preocupação ética. Fora da ficção, tal enredo é verídico na sociedade, pois a inteligência artificial está se tornando mecanismo de autoridade no mundo atual. Assim, o surgimento de inseguranças pelo controle de máquinas e os dilemas éticos estão cercando a população. Nessa conjuntura, é imprescindível averiguar esse embate e propor condutas que criem regras para essa ferramenta.
Em primeira instância, cabe salientar que, um dos emblemas da inteligência artificial (IA), é identificar o limite que as máquinas conseguem alcançar acerca das regras humanas. Portanto, a capacidade de infringir condutas comportamentais do cidadão compromete o desenvolvimento dos indivíduos, desencadeando inquietações e inseguranças. Desse modo, esse mecanismo pode falhar em situações de uso, como por exemplo, em momentos de dirigir carros e pilotar aviões que, apesar de não divergir-se dos erros humanos, ainda seria um quadro desafiador pela sociedade.
Ademais, sabe-se que com os avanços tecnológicos crescentes após o surgimento da globalização o ambiente tornou-se mais desigual e individualista, uma vez que em conformidade com o sociólogo polonês Bauman, o mundo vive o conceito da modernidade líquida. Concepção essa baseada em uma sociedade sem forma, de incertezas e de medo constante, o que não deixa de ser uma realidade no ramo da inteligência artificial.
Em suma, é notório a evolução e consequências que IA registra na população contemporânea. Destarte, urge aos pesquisadores priorizarem as diretrizes éticas e morais, não somente os interesses públicos, pois é de extrema essência o conhecimento desse intelecto para proteção e violação humana. Outrossim, é dever também dos pesquisadores científicos promover debates acerca da implantação da IA com aproximação dos preceitos éticos como forma de cessar com a desigualdade existente e com a exclusão social, uma vez que a ética deve ser praticada com inclusão.