Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 07/10/2020

Lançado em 2005, o filme ‘‘Idiocracia’’ retrata o acontecido com o personagem Joe Bowers, o qual foi cobaia de uma hibernação e acaba acordando apenas no ano de 2505, encontrando uma sociedade totalmente dependente e alienada pela Inteligência Artificial (IA). Fora da ficção, tal panorama desenvolve-se na sociedade, ao passo que gera impasses éticos e morais como a alta confiabilidade humana sem o devido conhecimento da tecnologia utilizada e a despreocupação com o risco de uma sociedade dependente da Inteligência Artificial.

Em primeiro lugar, é importante enfatizar que a IA pode levar a grandes acidentes devido à empolgação humana com o desenvolvimento tecnológico. O físico Stephen Hawking, afirmava que o desenvolvimento da Inteligência Artificial pode significar uma grande ameaça ao futuro da humanidade, devido ao desconhecimento do homem ao lançar tal tecnologia à sociedade. Nesse sentido, o impasse ético da utilização de robôs liga-se ao risco de falhas, pois as pessoas  se entregam à Inteligência Artificial sem ao menos tomarem conhecimento. Sendo assim, processos cirúrgicos realizados por robôs e aviões guiados por programas de computador acabam colocando em risco milhares de pessoas, devido ao fato do desconhecimento e a probabilidade de erros técnicos da IA.

Em segundo lugar, diante do exposto, cabe ressaltar que a sociedade é totalmente indiferente com o a dependência tecnológica. Isso ocorre devido à progressiva substituição de atividades que permitiam a interação humana pela singularidade dos processos da IA. De acordo com a previsão do cientista Albert Einstein, a tecnologia irá ultrapassar as relações humanas no futuro, gerando uma população de seres não pensantes e consumistas, como visto no filme Idiocracia. Dessa forma, seguindo a linha de raciocínio do cientista, a sociedade está exposta a um panorama em que as relações sociais estão cada vez mais estritas, devido ao surgimento de assistentes virtuais e programas que substituem a atividade humana, tornando-se um problema ético e moral a longo prazo.

Portanto, perante ao que foi citado, é evidente que a Inteligência Artificial está transformando as relações humanas e alienando a sociedade, logo, o Estado  deverá tomar iniciativas para reduzir o impacto de tal problemática. A priori, a Organização das Nações Unidas deverá reunir representantes de governos mundiais, com o intuito de debater os impactos morais e éticos da IA na sociedade. Posteriormente, por meio da criação de uma política mundial de controle e fiscalização do uso das tecnologias na substituição do trabalho humano, deve-se reduzir o uso da IA apenas em atividades necessárias para a produtividade, com o intuito de reestabelecer as interações humanas e evitar acidentes. Por fim, os impasses morais e éticos serão minimizados, evitando o panorama de Idiocracia.