Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 07/10/2020
Na série “West World”, é retratada um parque tecnológico no qual o foco é entreter e satisfazer os desejos primitivos de pessoas. Onde não há punições. Nessa obra fictícia, os personagens são robôs humanoides que são constantemente estuprados e assassinados. Em contexto real e hodierno, essa produção remete aos impasses éticos e morais do uso de inteligência artificial (IA). Nesse ínterim, questionamentos são levantados em toda a comunidade cientifica e civil, ora pelo sentimento de medo e insegurança trazidos por evoluções, ora pela falta de legislações ao que tange o uso desses artifícios.
Previamente, é imperioso destacar a imprevisibilidade dos logaritmos computacionais. Nesse viés, diversos debates são feitos sobre a possibilidade do autodesenvolvimento de uma IA. Com isso, seja para quem defende essa tecnologia como inofensiva, seja para quem a atribui um “caráter de ultron” -IA destrutiva e maligna do filme “Vingadores: a era de ultron”, as inseguranças e receios persistem. Em contexto da ética utilitarista, corrente filosófica surgida no final da idade moderna, a decisão moralmente correta é a que maximiza o bem-estar para maioria. Assim, há incertezas quanto as ações automatiza-
das por IAs, já que são imprevisíveis e podem causar males generalizados e diversos em âmbito global.
Em segundo plano, as impunidades do mau uso dessas tecnologias também constituem impasses. De fato, como quaisquer outros aparatos, as IAs possuem face dúbia quanto aos fins utilizados. Dessa maneira, as carências de legislações que possam regulamentar o uso desses logaritmos constituem perigos sociais. Nessa lógica, a título de exemplo, está a invenção do avião: criado no intuito de suprimir a ambição humana de voar e, no entanto, usado como instrumento na primeira guerra mundial. Assim, medidas que promovam segurança de dados, controle de privacidade e, ainda, respon-
sabilização de corporações em caso de acidentes, além do uso indevido das IAs, devem ser vigentes.
Logo, fica claro que é impreterível sanar esses impasses para um desenvolvimento seguro e coeso da inteligência artificial. Para tanto, os órgãos do Estado, responsáveis pelo desenvolvimento e tecnolo-
gia, devem convocar cientistas renomados do mundo para incitar à Organização das Nações Unidas (ONU) na criação de limites e punições referente ao uso das IAs. Essas medidas poderão serem feitas através de fiscalização, por agentes treinados e especializados, às nações suspeitas de transgredir a legislação promulgada pela ONU. Ainda, poderá promover sanções econômicas como medida puniti-
va. Tais feitos, irão conceder conforto às massas, além de afastar a realidade fictícia de “West World”.