Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 05/10/2020

Especialistas já dizem que o mundo está passando pela Terceira Revolução Industrial. Os avanços tecnológicos nos últimos anos crescem velozmente e a humanidade ainda não conseguiu estabelecer limites saudáveis para tais mudanças, sendo a principal delas a Inteligência Artificial (IA). Retratados de forma monstruosa pelo cinema, os robôs já amedrontam a sociedade principalmente na questão da substituição humana.

O medo se dá primeiramente na maneira com as máquinas de Inteligência Artificial tomam decisões. Essa falta de transparência e previsibilidade traz preocupações e desconfianças para os que recebem serviços, principalmente quando exercem tarefas arriscadas como dirigir um automóvel, pilotar um avião ou controlar sistemas de armamentos. O erro das máquinas nos ofícios os quais foram designadas pode causar sério caos social  e até mesmo destruição física envolvendo mortes, como  em acidentes automobilísticos.

Não só o mau funcionamento dos robôs trazem receio, mas também o desemprego. A substituição de seres humanos por máquinas é chamada “automação”. Em 2012 e 2013, o filósofo e pequisador Bostrom, da Universidade de Oxford, realizou uma pesquisa com 170 especialistas da área e a conclusão foi que estimaram em 50% a chance do surgimento de uma Inteligência Aritificial capaz de assumir a maior parte das profissões humanas até 2050, o que gera insegurança por parte de muitos trabalhadores.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Os filósofos juntamente com os governantes das nações devem discutir os riscos da substituição humana por máquinas, limitando e esclarecendo para a população e para os cientistas os perigos da Inteligênicia Artificial principalmente nos âmbitos de segurança pública e economia, a fim de que a dignidade e a ética humana prevaleçam em todos os ambientes da sociedade.