Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 06/10/2020
A Guerra Fria possibilitou um grande avanço científico à humanidade, o que gerou novos parâmetros sociais. Assim, surgiu a Inteligência Artificial, a qual enfrenta impasses éticos e morais, uma vez que não se é capaz de prever e entender os limites das máquinas. Entretanto, é primordial reconhecer que o uso desse sistema pode potencializar e dá mais qualidade ao trabalho humano.
Inicialmente, é imprescindível perceber a preocupação do uso de ferramentas automatizadas na tomada de decisões e no controle de privacidade. Pela ótica do filósofo Stuart Mill, a respeito do Utilitarismo, há uma intenção útil por meio de cada ação. Dessa maneira, os riscos de falha do uso da Inteligência Artificial existirão, já que não se é conhecido os limites de seu sistema operacional. Porém, é essencial ultrapassar a preocupação desse impasse com o enfoque no respeito ético e moral no uso da tecnologia artificial, por intermédio da interferência humana quando necessário.
Outrossim, é evidente que a exploração do recurso da inteligência por máquinas pode potencializar e promover maior qualidade ao trabalho humano. Isso porque o labor associado à tecnologia diminui o tempo com questões técnicas, por exemplo, as quais são realizadas com mais precisão e rapidez por instrumentos automáticos capazes de se auto aprimorarem junto com a observação, aprendizado e planejamento superiores ao homem. Segundo dados da revista Superinteressante, a região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, possui grande eficiência e exatidão na execução de atividades mecânicas, alcançando mais de 90% de êxito.
Portanto, é necessário mitigar os impasses ético e morais do uso da Inteligência Artificial e usá-la a favor do homem. Logo, o Congresso Nacional deve formular leis que proponham o estudo das redes neurais artificiais a fim de abrir frentes promissoras no uso da tecnologia com o propósito de usufruí-la a favor do indivíduo, como maneira de melhorar o seu trabalho. Ademais, o Ministério da Educação deve propor o ensino de Robótica, a partir do Ensino Fundamental até o Médio, com o intuito de estimular desde cedo os estudantes ao desenvolvimento da elaboração de ferramentas automatizadas. Feito isso, o avanço proporcionado pela Guerra Fria será vivenciado melhor na Contemporaneidade.