Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 04/10/2020

Decisões jurídicas, diagnósticos médicos, músicas, livros, tudo construído por máquinas. A inteligência artificial já está revolucionando o nosso cotidiano. Porém quais são os limites éticos e morais dessas máquinas? Tal indagação serve para refletir o modus operandi desse sistema, visto que as ações da inteligência artificial não podem ser como a decisões dos oráculos de Delfos, onde se tem somente a obediência e a aceitação. É necessário uma claridade da forma como estas funcionam.

Conforme os expoentes da inteligência artificial, como Elon Musk, a inteligência artificial precisa ser regulada. Visto que, apesar dos seus avanços e promessas de melhores condições de vida para a população, o seu impacto será estrondoso, mudanças nas relações de trabalho, mudanças nos trabalhos, tudo isso sofrerá uma enorme transformação. Pois muitos postos de emprego serão substituídos por máquinas ou mesmo deixarão de existir.

Quando a inteligência artificial substitui homens em trabalhos cognitivos, apresenta-se aqui outros problemas, como será a moral é a ética de tais máquinas? Por mais que se tenha a ideia dessas serem imparciais, já que são reguladas pela lógica matemática, o que encontramos é que os dados dessas máquinas são inseridos por pessoas que tem a sua própria moral, pré-conceitos, a sua vivência que a faz julgar o outro. Logo, nas escolhas dos modelos, das bases dos dados da inteligência artificial, se tem um ponto de vista que influenciará as tomadas de decisões das máquinas e com isso toda uma sociedade.

Portanto é imprescindível que as escolhas dos dados base da inteligência artificial se dê em um plano mais transparente, e que estes possam ser compreendidos e auditados por operadores humanos. Para isso é necessário que o Estado realize leis, através do Legislativo e da sociedade civil, regulando a inteligência artificial, antes mesmo que essas entrem no mercado. E que os dados base desse sistema, seja como o véu da ignorância de Rawls, ou seja, despido de qualquer preconceito.