Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 04/10/2020
O uso das IAs: Aspectos éticos de segurança e Morais de responsabilização
A produção cinematográfica “Ex-Machine”, apresenta o enredo da criação da AVA, uma inteligência Artificial (IA) de aprendizado de sentimentos e instintos humanos. As ações corruptas e deturpadas de moralidade do criador de AVA fazem com que ela o mate. A criação das IAs é fruto da chamada 4ª revolução industrial, a digital, que consiste no uso de uma tecnologia que aprende com os dados que recebe, e com isso, produz estatísticas e padrões de comportamento. Por ser uma tecnologia nova, pouco se conhece de suas desvantagens, aspectos éticos e morais. Estes, relacionados ao uso e proteção de dados e a responsabilização do criador da tecnologia. Assim como na película, existe a necessidade tais desvantagens serem discutidas e sanadas por meio de ações políticas e científicas, de criação de leis jurídicas e normas de conduta científica.
Nesse sentido, o PodCast da CNN apresentou uma discursão sobre um aplicativo bancário que utilizava uma Inteligência Artificial no cadastro de seus clientes. A fragilidade e a inexistência de normas que padronizassem tal tecnologia, possibilitou o sequestro de dados pelos Hackers por meio de uma “Inteligência Artificial irmã”. Gregório de Matos, responsável por uma pesquisa sobre o tema, aponta algumas causas para o problema: “- Seja pelo uso prematuro, seja pela demanda imposta pela pandemia, o uso das IAs, nesse caso, mostram a fragilidade e despreparo dos órgãos do governo, quando se trata de tecnologia. O paradigma IA necessita de leis específicas, que formalize condutas de criação e formas de uso desta tecnologia”. Mediante a estas observações, ações políticas podem solucionar ou precaver problemas futuros.
Seguindo esta linha de raciocínio é frulcal que o o governo brasileiro por meio do ministério de ciência, tecnologia e Inovações, juntamente ao legislativo brasileiro, promova a criação de leis específicas de criação das IAs e estabeleça normas de conduta ética e moral de responsabilização jurídica de seus criadores, a fim de assegurar a proteção dos dados dos usuários e o senso de confiabilidade na tecnologia Artificial. Isto posto, com medidas exequíveis, ocorrerá em médio a longo prazo, a diminuição nos casos de crimes tecnológicos e a prevenção duradoura dos possíveis riscos com o uso da tecnologia, construindo um futuro distinto ao apresentado no filme.