Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 07/10/2020
A indústria 4.0 conhecida como a Quarta Revolução Industrial, revolucionou a forma de interação entre as pessoas e o mercado de trabalho com o uso da tecnologia e inteligência artificial. Entretanto, a falta de regras e leis a respeito do uso das ferramentas tecnológicas pelas empresas, para satisfazer os usuários e clientes, estão contribuindo para impasses éticos e morais. Nesse sentido, é de suma importância o debate acerca do assunto para que se possa amenizar a questão.
A princípio, a escassez de legislações regulamentadoras é um dos fatores que corroboram para que haja um impasse na sociedade atual. Nesse aspecto, no documentário da Netflix ‘‘O Dilema das Redes Sociais’’, do ano de 2020, descreve as estratégias criadas para manipular emoções e comportamentos através das redes sociais e em como não existe ações governamentais para coibir este tipo de postura. Ademais, no Brasil o uso de internet se tornou uma das principais ferramentas para alienação em massa, haja vista que por meio de fakes news e publicações tendenciosas, no qual muitas das vezes são produzidos e engajados por inteligência artificial, tem moldado e persuadido a comunidade que, infelizmente, não é averiguado e combatido pelos órgãos públicos.
Outrossim, o uso da tecnologia nas indústrias inovou o modo de produção, contudo, estes avanços também trarão prejuízos a sociedade. De acordo com um estudo publicado pela faculdade norte americana, Harvard, a uma previsão de que 47% dos trabalhadores sejam substituídos por máquinas. Nestas perspectivas, o uso da inteligência artificial vai otimizar as formas de criação, conquanto, um pesquisa divulgada pelo site Infomoney, até 2030, espera-se que a taxa de desemprego salte cerca de 4 vezes, dos atuais 4,95% para 20%. Este panorama alarmante, pode ser acentuada pela substituição do trabalho manual pelo uso de máquinas o que põe em vulnerabilidade o trabalho dos cidadãos, a julgar pela falta de cursos técnicos que visem a capacitação do trabalhador para os trabalhos do futuro.
Diante dos argumentos supracitados, algo precisa ser feito para sanar este impecilho. Sendo assim, faz-se mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações em parceria com o Poder Legislativo, na criação e aperfeiçoamento das leis de uso de inteligência artificial a fins politicos e de manipulação, para que assim se possa ter um corpo social com autonomia suficiente para não se deixar ser persuadido pelos mecanismo tecnológico. Sobretudo, cabe ao Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Educação, por meio de verbas da União, em promover cursos profissionalizantes a população trabalhadora, para que assim, com a mecanização eles não se tornem obsoletos e desempregados.