Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 03/10/2020
Apesar dos aviões modernos terem instrumentos de navegação suficientes para fazerem voos inteiros por piloto automático, ainda existe a preocupação em preservar a equipe de pilotagem nos aviões comerciais. Isso ocorre pela possibilidade de em um eventual imprevisto, uma tomada de decisão humana seja menos danosa que uma decisão tomada por computador. Considerando que a logística do comando de controle de uma aeronave é estudada de forma exaustiva por todos os setores da aviação, pensar em emular o princípio da intervenção humana instantânea em tomadas de decisão feitas por inteligência artificial (IA), pode ser um norte para o avanço desta tecnologia levando em conta a segurança, principalmente no que compete a ética que está pode proporcionar.
Segundo prova a teoria do caos, desprezar valores por menores que sejam em um cálculo, implica em um erro de propagação que pode findar em um resultado errado. Analogamente, qualquer erro seja de coleta de dados ou execução do algoritmo do sistema da IA, por menor que seja pode resultar em um erro crítico. A depender da distorção do erro, uma pessoa capacitada é capaz de identifica-lo e corrigi-lo antes que alguma tarefa seja executada. Tal correção é capaz de evitar uma tragédia.
A crescente demanda por desenvolvimento de novas tecnologias está atrelada a capacidade de execução de comandos que elas podem realizar em um curto período de tempo. O aumento da autonomia e velocidade da conclusão de tarefas deixa o trabalho analógico cada vez mais defasado e antiquado. Entretanto, surge aí uma lacuna no que compete a análise e avaliação do desempenho qualitativo do trabalho realizado pela IA.
Em virtude do panorama desenvolvido é possível concluir que o desenvolvimento de novas tecnologias com IA devem avançar junto a possibilidade de intervenção humana no intuito de garantir uma maior assertividade tanto no que tange a execução de uma tarefa quanto na ética envolvida na mesma.