Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 03/10/2020

Na série televisiva da Netflix, “Black Mirror”, é retratado um futuro distópico, o qual com base em algoritmos e no Big Date- base de processamento de dados- a personagem consegue criar uma forma de Inteligência Artificial(IA) a partir das redes sociais de seu namorado que foi morto. Nesse sentido, a ficção alude o cenário mundial em virtude da tecnologia, entretanto, surge uma nova questão na sociedade: os impasses éticos e morais do uso de IA. Posto isso, convém analisar acerca dos efeitos da problemática, os quais estão relacionados às precárias leis de segurança que regem o âmbito tecnológico, tendo como consequência a fragilidade nas relações sociais.

Primeiramente, é válido mencionar a Terceira Revolução Industrial- a técnico científica- como precursora da problemática, por possibilitar a maior ascensão tecnológica no cenário mundial. Isso porque, países de industrialização tardia, como o Brasil, foram inseridos nesse processo sem possuírem regulamentação necessária no campo cibernético, fato que corrobora na manutenção de tais impasses e na fragilidade do campo ético, devido a falta de controle no crescimento da IA. Desse modo, a IA torna-se um perigo à sociedade, de forma que as maiores inovações contribuem em uma série de inseguranças sobre o futuro, na medida que a hiperinteligência de robôs transcendem a mentalidade humana.

Outrossim, é imperioso destacar a fragilidade das relações sociais em detrimento dessas tecnologias como principal consequência de tais impasses. Sob essa conjuntura, Zygmunt Bauman- importante sociólogo polonês- afirma que as tecnologias refletem na maior liquidez das relações  sociais, isso atrelado à rápida ascensão tecnológica contribuem para um padrão comportamental adulterado, fato observado na ficção “Black Mirror”. Dessa maneira, os software tornam-se inviável nas relações sociais e não cumprem seu papel de auxiliar o homem.

Destarte, é mister a implantação de uma medida, a qual vise mitigar o quadro atual. Portanto, o Ministério da Tecnologia- responsável pelo desenvolvimento científico nacional- deve criar regulamentações necessárias para o controle desses impasses mediante às tecnologias. Essa ação deve ser efetuada por meio de incentivos governamentais destinados à tecnologia e segurança pública, com a capacitação de profissionais do ramo jurista e tecnológico. Espera-se que tal medida promova o avanço tecnológico no país, além de  promover à segurança aos indivíduos.