Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 09/04/2018
É nítido que, com a ocorrência das Revoluções Industriais, a sociedade se modificou. A produção em massa exigiu do mercado consumidor o maior uso de bens materiais. Porém, o estímulo das empresas aos hábitos de consumo desencadeia consequências negativas. Assim, é primordial analisar o quanto a influência do capitalismo e a passividade dos responsáveis contribuem para o consumismo e as formas de combatê-lo.
Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, em sua teoria “Indústria Cultural”, o capitalismo implanta a necessidade de consumo nos indivíduos. Esta revela que esse sistema não vende o produto em si, mas uma pseudo-felicidade que desperta um desejo compulsório de consumo. Nesse contexto, as pessoas são induzidas à compra alienada, realizando a aquisição de bens não porque precisam, mas por razão de haver uma força coercitiva no meio social. Sendo assim, de acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas 30% dos consumidores brasileiros são conscientes, confirmando a dimensão do problema.
Contudo, a sociedade civil age de modo promíscuo com o mercado. Na contemporaneidade, as pessoas possuem pouco tempo ocioso, o que resulta no tempo reduzido que os pais detém com seus filhos. Aqueles, então, para suprir sua falta, adquirem para estes, praticamente, todos os produtos que desejam. Nesse âmbito, não há uma educação crítica destinada aos menores para o consumo consciente, sendo, então, severamente mais afetados, pois não possuem a personalidade formada. Além disso, por estarem, diariamente, sob a influência da corrente ideológica midiática, a qual associa, sobretudo, personagens infantis à seus produtos, o subconsciente também é atingido. Como consequênciais, pode-se levar em consideração a elevada geração de lixo e a ampliação de doenças, como a diabetes e obesidade.
Evidencia-se, portanto, que a sociedade deve combater o problema. Para tanto, faz-se necessário que os indivíduos exijam do Estado a adequação das propagandas quanto ao horário e a faixa etária das crianças, por meio de protestos que lutem pela criação de leis pelos vereadores de suas cidades. Amenizando, dessa forma, a influência da mídia frente aos menores. Ademais, o Ministério da Educação deve incentivar, nas Instituições de ensino, o consumo equilibrado, através de jogos e brincadeiras interativas, com a inserção de professores proficentes e proativos. Diante desse cenário, o consumismo poderá ser reduzido no Brasil.