Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 09/04/2018

No início do século XX,o American way of Life- estilo de vida americano, era difundido em diversos países, fomentando a ideia de consumo desenfreado, como forma de se obter prestígio e satisfação pessoal. Com a globalização, esse processo chegou até o Brasil, afetando as relações de consumo vigentes. A partir disso,destaca-se que os hábitos de consumo atuais são fortemente influenciados pelas mídias e pela falta de edução financeira.

A priori, é preciso ressaltar que o advento da internet incrementou as práticas de consumo no país, além de influenciar a conjuntura social. A mídia, por sua vez, tem se utilizado dessa ferramenta para manipular o consumidor, estimulando um desejo de insatisfação permanente. Através de mensagens apelativas,de cunho emocional sendo direcionadas a um público alvo, o mercado publicitário tem lucrado com a crescente demanda. Como resultado desse processo  a alienação-(termo cunhado pelo sociólogo karl Marx) cresce, e os indivíduos passam a ser engolidos pela diretrizes do mercado capitalista.

Outrossim, a falta de educação financeira impõe-se como um dos obstáculos ao consumo consciente. No Brasil, as mudanças trazidas pela estabilização econômica a partir da criação do Plano Real em 1994, alteraram o modo das populações lidarem com o dinheiro. O acesso ao crédito fácil, a queda da inflação e o aumento do poder aquisitivo afrouxaram o controle financeiro de alguma famílias. Como consequência disso, o endividamento tem crescido em nosso país,segundo pesquisa da “Pulso Brasil”, 31% dos entrevistados declararam estar nessa situação. Destarte, os recursos naturais vão se esgotando com o alto consumo. A sustentabilidade, que deveria ser tema prioritário é relegada a segundo plano, e o  American way of Life torna-se um tormento.

Logo, infere-se que a sociedade precisa reaver os valores sob os quais está fundamentada. É Imprescindível que o Estado e a escola atuem em conjunto para a construção de um consumo consciente. O governo deve criar campanhas que debatam a importância de se ter equilíbrio na gestão dos recursos, além de promover o acesso da população a assistentes e administradores financeiros por meio de instituições como o Centro de Referência de Assistência Social(CRAS) ,com o intuito de tornar a educação financeira acessível. Concomitantemente, a escola deve incutir em sua grade de ensino matérias voltadas à práticas de consumo sustentável, educando e estimulando os alunos  a fazerem escolhas que possibilitem uma saúde financeira, evitando assim a alienação coletiva enunciada por Marx.