Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 09/04/2018

Com a expansão do crédito e o aumento significativo do poder de compra, os hábitos de consumo do brasileiro foi modificado de forma considerável. Nesse sentido, apesar do aumento expressivo do consumo no país ser tratado como algo positivo, deve-se ser levado em consideração até que ponto esse tema deve ser visto como algo benéfico, tendo em vista o alto grau do endividamento dos cidadãos no país. Diante disso, pode-se mencionar que as compras de maneira indiscriminada é impulsionado tanto como forma de pertencimento  a algum grupo quanto a ausência de uma educação financeira.

Em uma primeira análise, é válido salientar que o consumo na ampla maioria das vezes é estimulado como uma forma de pertencimento e identidade a um certo grupo social ou até mesmo a alguma classe econômica. Nesse ínterim, as  pessoas são estimuladas ao verem os demais indivíduos com um padrão elevado maior de consumo e consequentemente pressionados ao adequar a sua forma de padrão de vida de acordo com os demais do grupo para não se sentir excluído. Ademais, é importante mencionar que tais hábitos são importantes fatores de segregação e distinção entre os indivíduos, fazendo assim se perpetuar o preconceito em razão da classe econômico entre as indivíduos.

Em uma segunda análise os hábitos consumistas desenfreados dos brasileiros é agravada em consequência da falta de uma educação financeira, levando-as a muitas vezes ao endividamento. De acordo com estudos do SPC, Serviço de Proteção ao Crédito do Consumidor , cerca de 3 em cada 10 consumidores no Brasil classificam o ato de ir às compras como um tipo de lazer preferido, algo preocupante tendo em vista que em muitas vezes esse consumo é feito com falta de planejamento. Além disso, é importante mencionar que a educação financeira é mais que simplesmente o ato de economizar e cortar gastos, mas sim o planejamento e a responsabilidade e o bom senso de comprar somente aquilo que é essencial e saber poupar para eventuais imprevistos.

Portanto, fica claro, a importância da conscientização dos brasileiros acerca do consumo consciente.  Cabe ao Ministério da Educação incorporar a grade curricular das escolas a educação financeira a fim de ensinar as crianças a importância do planejamento financeiro, com aulas didáticas e exemplos cotidianos. A família, como principal  pilar da formação cidadã, orientar os pequenos sobre os limites, daquilo que deve e pode ser comprado de acordo com as condições e possibilidade, por meio de exemplos e orientações de comprar somente aquilo que for realmente necessário. Assim teríamos uma sociedade mais consciente e responsável quanto aos hábitos de consumo.