Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 06/08/2021

Durante a pandemia do corona vírus,  bilhões de pessoas em escala global foram arrancadas de suas rotinas, escolas e locais de trabalho. Embora as interações sociais sejam importantes em todos os momentos da vida, os mais prejudicados com essa mudança radical do confinamento são as crianças, uma vez que não podem mais ir à escola, um dos mais importantes locais para o desenvolvimento social dos indivíduos. Dessa forma para minimizar os efeitos do isolamento social infantil, há de se debater as dificuldades de lidar com as crianças durante a pandemia e os danos na saúde mental dos pequenos.

Em primeiro plano, o isolamento social representa obstáculo para o desenvolvimento das crianças. Nesse sentido, impedidos de ir à escola, o ensino chega em casa à distância, por meio de vídeo-chamadas, vídeos educativos e atividades lúdicas, entretanto, vários especialistas acreditam que o EAD não seja tão eficaz quanto o ensino presencial. Ocorre que, mesmo com o ensino, as interações sociais físicas são privadas, o que causa retrocesso no desenvolvimento infantil, com efeitos psicológicos — dependência excessiva dos pais, agitação, pesadelos, problemas de sono — que podem afetar as crianças à longo prazo. Dessa forma, enquanto o isolamento social for a regra, o desenvolvimento infantil será a exceção.

De outra parte, as crianças são totalmente vulneráveis às repercussões psicossociais da pandemia. Nesse contexto, o número de casos de ansiedade e depressão infantil aumentaram desde 2020. e muitas vezes são menosprezados e taxados como tentativa de chamar atenção ou drama. Ocorre que, as crianças podem manifestar sintomas dessas condições psicossomáticas — irritabilidade, tédio, solidão, irregularidades do sono e alimentação — de maneiras diferentes dos adultos, mas sua gravidade pode ser a mesma, e podem causar problemas irreversíveis na vida adulta. Dessa forma, a negligência adulta inviabiliza tratamento psicológico adequando para as crianças, e coloca em risco a saúde mental infantil.

Impende, pois, que a sociedade e o Estado cooperem para minimizar os efeitos da quarentena nas crianças. Logo, cabe aos responsáveis pelas crianças, com urgência, promover conversas com os filhos e se manterem atentos aos seus comportamentos, afim de proporciona-los melhores cuidados. Por sua vez, cabe ao Ministério da Educação, promover mais eventos lúdicos e aprimorar o ensino à distância, com gratuidade, afim de manter as crianças em um novo tipo de rotina saudável.