Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 10/08/2021
Na obra Cidadão de Papel, escrito por Gilberto Dimestein, fala que nós só somos cidadãos no papel, analogicamente, as consequências da pandemia do Novo Corona Vírus, reafirma a tese do autor, já que a quarentena nos subtraiu direitos, principalmente das crianças e edolescentes, que tiveram a educação e a socialização prejudicada. Ora pelo afastamento das escolas, ora pelas próprias consequências do distanciamento social obrigatório. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas do problema.
Em primeira análise, de acordo com o Artigo 6º da Constituição do Brasil, de 1988, diz que a educação é um direito social de todos, no entanto, quando se observa o acesso a educação durante a pandemia da COVID-19, percebe-se que esse direito não é garantido na prática, especialmente para as crianças de baixa renda, posto que, não possuem meios para acompanhamento das aulas, como celular e acesso a internet, além disso, os pais desses alunos necessitam trabalhar e/ou possuem baixa escolaridade. Diante disso, crianças e adolescentes não conseguem aprender, acompanhar, compreender e participar das atividades escolares.
Em segunda análise, a interação social nos primeiros anos de vida, é essencial para a formação das crianças, porém a necessidade do distânciamento social e consequentemente o fechamento das escolas, impossibilitou a convivência dos menores de idade. Por conseguinte, essas podem apresentar várias reações emocionais e/ou mudanças de comportamento, como: medo, estesse, tédio, inquietação, solidão, entre outros problemas ocasionados pela falta de convivência e estímulos externos.
Desse modo, verifica-se que a falta de convivência e educação escolar presencial, trás prejuízos para o desenvolvimento e o emocional infantil. Dessa forma, o Ministério da Educação deve criar atividades extras nas ecolas, principlamente nas públicas, no período pós-pandemia, como reforço, gincanas e passeios, afim de refoçar assuntos e promover a interação entre as crianças e os jovens, com elas mesmas e com a natureza, divulgando a iniciativa através das mídias sociais, principalmente em comerciais de televisão e rádio, com o intuito de minimizar ao máximo os efeitos da pandemia. Ademais, cabe às escolas contratarem psicopedagogos para ajudar em possíveis problemas advindos do isolamento social. Assim sendo, no mundo pós-pandemia seremos mais cidadãos elém do papel.