Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 05/08/2021

No filme, indicado ao Oscar, ’’ o quarto de Jack ‘’, o personagem principal Jack, nasceu e vive em cativeiro com sua mãe, tendo as informações do mundo exterior apenas por uma pequena televisão no quarto, por esse motivo sua infância é completamente abalada. Fora da ficção, a realidade de muitas crianças não são muito diferentes, visto que, uma quarentena ocasionada pelo vírus COVID-19 teve muitos efeitos negativos sobre os jovens que nesse momento, não podem sair de casa e ter uma infância normal. Nesse sentido, a negligência governamental e o pequeno investimento no sistema educacional dão abertura para problemas como, a precarização da saúde física e mental dos pequeninos como também a inacessibilidade das crianças a uma educação de qualidade.

Nessa perspectiva, acerca da debilitação da saúde física e mental das crianças, é valido retomar o aspecto supracitado quanto à omissão governamental nesse caso. Segundo o professor da Universidade de São Paulo (USP), os efeitos da pandemia e do confinamento surgiram de imediato nas crianças e adolescentes, que tiveram seu psicológico totalmente afetado. Consequentemente, estresse, falta de sono, ansiedade, aumento de peso, depressão entre outros problemas fez-se parte da rotina de muitos jovens brasileiros. Evidentemente, o contexto familiar e como os pais lidam com presente momento alteram os impactos eclodidos sobre os pequenos. Desse modo, é imprescindível, que as adversidades que as crianças estão passando assim como a falta de preparação dos pais sejam refutados.

Paralelamente, é fundamental o debate acerca do inacesso a uma boa educação, por parte dos menores durante a quarentena, acarretado pela falta de investimento estatal no ensino à distância. De acordo com o sociólogo britânico Arthur Lewis, a educação não pode ser tratada como uma despesa, mas sim como um investimento com retorno garantido. Nesse sentido, a forma como o Estado se comporta, menosprezando a educação brasileira, deixando as crianças à mercê de uma péssima instrução, didática, sem aulas e com professores desqualificados, se contrapõe a ideia do sociólogo. Infere-se, portanto, que assim como o sociólogo Zygmunt disse ’’ Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas ‘’, assim, medidas são exigidas para diminuir os impactos que uma pandemia causou na vida escolar e pessoal das crianças. Para isso o Ministério da educação, através de verbas do fundo rotativo da União, deve investir no setor da edução, por exemplo, através da compra de novos aparelhos eletrônicos para que os professores consigam dar aulas de boa qualidade. Ademais, é dever do Ministério da Saúde promover campanhas informacionais sobre a saúde mental infantil, para que os pais se sintam preparados para lidar com essas questões, nesse momento.