Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 23/10/2017

É inegável o fato de que com o estabelecimento do capitalismo, o aumento das jornadas de trabalho e o atarefamento diário, o ser humano distancia-se cada vez mais dos cuidados com a saúde e com o corpo. Tal fato gera, atualmente, o crescimento de diversas doenças no Brasil, como a obesidade. Essa doença, no cenário brasileiro, propicia numerosos empecilhos a serem combatidos pela saúde pública.

Com efeito, ao longo dos últimos anos, cresceu o número de brasileiros considerados obesos ou acima do peso. Em uma sociedade onde os produtos industrializados e de fast food estão mais acessíveis, o consumo desses tipos de alimentos propaga-se de forma acelerada entre a população. Ademais, a consumação de uma alimentação deficitária nutritivamente acarreta os mais diferentes problemas de saúde entre os obesos como doenças cardiovasculares , diabetes e pressão alta.

É importante destacar também que a obesidade ocasiona problemas de cunho psicológico. As chances do desenvolvimento da depressão em pacientes obesos cresce exponencialmente se comparada com o número de pessoas “saudáveis” portadoras dessa doença. O motivo desse crescimento deve-se a fatores como o preconceito, praticado principalmente em escolas, a baixa autoestima e ao estresse.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desses entraves na saúde pública. Ao poder Legislativo e suas esferas competentes, cabe a elaboração de leis que limitem o uso de certas substâncias em produtos industrializados. A indústria alimentícia deve promover a redução da utilização de açúcares e gorduras, a valores que não viabilizem a ocorrência e crescimento dessa doença. Por fim, cabe ao Ministério da Educação, providenciar uma alimentação mais saudável nas escolas e incentivar a prática de exercícios físicos visando a diminuição dos casos de obesidade.