Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 22/10/2017
Um dos principais marcos do Brasil nos últimos anos ocorreu em 2014 com a saída do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, em contrapartida, desde então, há um crescimento nos índices de sobrepeso e obesidade. O sedentarismo e a alimentação irregular são os principais catalisadores para a propagação de tal surto energético que, atrelado com o aumento do poder de compra dos brasileiros e a morosidade do Poder Público na elaboração de medidas de combate efetivas, transforma-se em um gravíssimo problema de saúde pública.
Em primeiro plano, de maneira análoga a teoria evolutiva das espécies de Lamarck, o ser humano tem a capacidade de adaptar-se de acordo com as alterações do meio, como a mudança nos hábitos alimentares. Sendo assim, a naturalização, ao longo dos anos, de consumir produtos industrializados, refinados, com alto teor calórico e o marketing perverso das indústrias alimentícias com o incentivo da grande mídia, tem moldado as mesas dos brasileiros para o predomínio no cardápio à base de comidas menos saudáveis. Desse modo, a cultura de má alimentação deve ser desconstruída, pois ocasiona prejuízos para toda a sociedade.
Ademais, a redução da prática de atividades físicas e ocupacionais de elevado gasto calórico, principalmente, em função das modificações no estilo de vida dos indivíduos, acentua a problemática. Nesse contexto, apesar de serem indispensáveis para o bom funcionamento da saúde humana, não raro, são desobedecidos pela população, sendo alterado pela realidade cada vez mais sedentária; Segundo dados do Ministério do Esporte, em 2016, cerca de 46% dos brasileiros não realizam nenhum exercício físico, decerto, causados pelo comodismo promovido pelo avanço tecnológico no cotidiano. Assim, enquanto não houver um maior estímulo para o abandono do sedentarismo e a busca por um equilíbrio alimentar, haverá a expansão de doenças crônicas.
Logo, à medida que a força da iniciativa governamental e da sociedade não agirem sobre tais problemáticas, suas consequências manterão seu movimento. Faz-se necessário a parceria entre o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária para a elaboração de uma regulamentação específica para proibir a propaganda abusiva, tal ato, realizado pelas indústrias alimentícias, é um dos maiores obstáculos na promoção de uma alimentação saudável. Além disso, a mídia, em parceria com a ONG Banco de Alimentos, poderia criar campanhas educativas com a finalidade de expor os benefícios da prática regular de atividades físicas, como implementar pequenas mudanças na rotina para realiza-las e evidenciar os danos no metabolismo causados por uma alimentação irregular.